IBIÚNA – DEMORA NO ATENDIMENTO NO SETOR DE SAÚDE DESCONFORTA E PREOCUPA

A população de Ibiúna está sentindo na pele a demora nos atendimentos de consultas e exames médicos, quando é encaminhada por meio da central de vagas para o sistema de saúde na região Sorocaba, que abrange 48 municípios. Na realidade, a central trabalha com afinco, mas depende da capacidade de atendimento da rede.

De fato, desde o “fim” da pandemia da covid-19, com substanciais cortes nos investimentos em saúde por parte dos governos federal e estadual, a oferta desses serviços caiu substancialmente, em alguns casos, como avaliou uma experiente profissional da área ouvida por vitrine online, a redução chega a 50%.

Exames que exigem uso de contrastes, para citar um exemplo, estão praticamente descartados, por falta dos produtos. Uma pessoa que tenha passado por exame de um urologista no Conjunto Hospitalar em setembro do ano passado, aguarda até o momento para ser chamado para realização de exames básicos para avaliação de possível cirurgia para retirada de cálculo.

Se o paciente tenta entrar em contato telefônico para receber orientação, pode crer terá que insistir por horas e dias seguidos para ser atendido, enquanto houve uma gravação de propaganda do governo estadual, repetida à exaustão.

Marcar consulta com nefrologista, tomografia do abdômen ou ultrasson da carótidas vertebrais e muitas outras também faz parte do triste concerto de um sistema que aparentemente se encontra em processo de exaustão.

Regionalmente, esse fenômeno inclui o Conjunto Hospitalar e o Hospital Adib Jatene, ambos regionais existentes no município de Sorocaba, sede da região, as AMEs, hospitais em Itu e Salto. Todos os dias, uma ‘enxurrada’ de ônibus e vans conduzem para esses locais de grande afluência de pacientes que, entre outras qualidades, precisa [não há outra forma] de ter uma paciência de Jó, ao enfrentar grandes filas de espera por atendimento. Isso quando a consulta é marcada, pois, como afirmamos acima, são centrais de vagas de 48 municípios diariamente que procuram agendar consultas e exames.

Muitos desses exames poderiam ser feitos em nossa própria cidade, o que proporcionaria um grande benefício em forma de conforto para muitos cidadãos, em grande parte pessoas idosas, que não precisariam se deslocar por centenas de quilômetros, por exemplo, para fazer um exame de holter, ecocardiograma, colonoscopia. Imagine ter que ir [ser levado] a Itu para colocar um holter e depois de 24 horas ter que voltar àquela cidade para remover o aparelho. E isso é o que acontece.

NOVO DIRETOR

No dia 2 de março, o dr. Carlos Eduardo Ribeiro de Moura, médico oncologista, foi nomeado diretor da Regional Sorocaba (DRS-16) da Secretaria Estadual da Saúde. Talvez seu mais importante desafio seja exatamente esse: tornar mais eficiente o atendimento no que diz respeito à redução do tempo e à quantidade de pacientes atendidos.

Vitrine online, além de ter noticiado sua nomeação, enviou a sua assessoria um questionário exatamente indagando sobre esse problema crucial, bem como outros assuntos correlacionados e de interesse direto da população.

Recebemos e compreendemos a justificativa de que primeiro é necessário que o novo diretor da DRS-16 tome pé da situação para, assim que possível, obtermos as respostas.

Seu desafio administrativo é imenso assim como o estudo de uma nova logística que inclui novos investimentos financeiros, já que uma das razões para a demora dos atendimentos se presume é exatamente a redução de recursos, como é o caso da falta de contrastes para realização de exames. Uma tomografia do intestino sem contraste pode ser agendada num tempo mais curto, mas com contraste, como é frequentemente pedida por um gastro, a demora vai além de qualquer expectativa.

Enviamos uma mensagem de sucesso ao novo diretor da DRS-16, pois isso em termos práticos significa melhorias no atendimento da população ibiunense e de toda a região. Assim que tivermos seu retorno, publicaremos a notícia. (C.R.)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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