IBIÚNA – QUERO UM PREFEITO ELEGANTE NO GOVERNO DA CIDADE
Nesta sexta-feira (16) começa, oficialmente, a campanha das eleições de 6 de outubro para prefeito, vice e vereadores. Se estiver certa a nossa contagem ela terá a duração de 49 dias, até 3 de outubro, ou 72 horas antes do pleito.
Esse período será decisivo para eu decidir meu voto. Vou observar como cada candidato se comporta, assim como seu time de marketing e seus aliados anônimos nas redes sociais.
Meu critério, já que não há nenhuma garantia prévia de que seu governo será o dos meus sonhos, vou escolher aquele que se mostrar mais elegante. Quero um prefeito elegante nos próximos 4 anos no governo da cidade. Simples assim!
Mas o leitor terá todo o direito de pensar: mas que é isso de elegância para decidir um voto? Vou tentar uma explicação.
Um homem elegante é uma pessoa simples, gentil, educada, distinta e, sobretudo, que age com autonomia, que sabe ouvir e respeitar os cidadãos. É também nobre em pensamentos e sentimentos e não se entrega a uma tendência de querer ganhar todas para si. É um homem público, no melhor sentido desta palavra.
Trata-se de um ser resultante de uma história familiar, genética, psicológica e social saudável.
O filósofo Luiz Felipe Pondé a propósito, afirma: “Quem deseja muito sucesso e prosperidade na vida é um deselegante.”
Numa tradução livre isso significa tirar todo proveito do poder para si e se esquecer que esse poder lhe foi delegado pelo povo soberano por meio do voto. Um prefeito é empregado do povo e não faz favor nenhum se fizer uma administração a serviço da população num rosário cujas contas incluem uma constelação de serviços e obras públicos que incluem o imperativo da qualidade notável: saúde, segurança, transporte, educação, lazer, estradas, coleta e destinação racional do lixo, iluminação das ruas, estradas e praças públicas e assim por diante.
Um prefeito elegante sabe ouvir a voz do povo com humildade, senso de justiça e transparência. Um político elegante quando assume o poder não precisa se valer de mentiras por que não tenciona enganar a população.
Em suma, um prefeito elegante jamais é indiferente ao sofrimento do seu povo, é um líder que angaria o respeito popular, e não medo, a mais honorável manifestação social de que se fez a escolha certa, dentre as alternativas de candidatos que se apresentaram.
Um prefeito elegante é um homem honesto e aí, parece, reside uma questão essencial. Já perguntamos às pessoas nas ruas que qualidade é a mais importante em um político. E a resposta foi: “Honestidade”, um dos fundamentos de uma sociedade saudável e confiável.
É preciso mais do que tudo ser honesto e não “ter vergonha de ser honesto”, como disse Rui Barbosa em dezembro de 1914. A frase completa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
Temos, de alguma forma, de manter acesa a esperança de que mudar para melhor é possível a partir de agora, por que não? Do contrário, corremos o risco de viver presos nos comportamentos deselegantes que, além de serem definidos como grosseiros, estão em desacordo com as boas normas, regras sociais, morais e intelectuais.
Tudo isso que foi dito acima também vale para os vereadores que influem, de um modo ou de outro, nas decisões e atitudes do prefeito de uma cidade. (Carlos Rossini, editor de vitrine online e diretor da TVUNA)
