IBIÚNA – JÚRI CONDENA ASSASSINO DE REINALDO MOURA A 23 ANOS E 4 MESES

O tribunal do júri, numa sessão que durou mais de dez horas no Fórum de Ibiúna ontem (30), condenou Levi Antonio Leite (64) a 23 anos e 4 meses de reclusão.

No dia 22 de março de 2023, por volta das 22h30, ele foi à casa de Reinaldo Antonio de Moura (40), armado, reclamar do som. Houve uma discussão entre ambos. Levi de arma em punho disparou contra Reinaldo que foi a óbito em seguida.

Ambos eram moradores no bairro do Gabriel, na área rural do município de Ibiúna, e vizinhos.

Kayke, filho de Reinaldo, que na época tinha 16 anos, saiu em defesa do pai e também foi baleado. A bala entrou em seu ombro esquerdo e saiu pelas costas. O adolescente teve que passar por 40 sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos do braço esquerdo.

Gabriele, a filha de apenas seis anos, assistiu toda a cena do crime na tela do aparelho de televisão que estava ligada na câmera de segurança da casa e ficou assustada.

“QUEREMOS JUSTIÇA”

Ontem pela manhã, os familiares da vítima fatal usaram faixas e megafone para pedir justiça em frente ao Fórum e permaneceram todo o dia esperando a decisão do Tribunal de Justiça.

Em entrevista à TVUNA e a vitrine online, Michele Aparecida de Moura (36) visivelmente emocionada declarou:

“Nossa família foi destruída. Nós perdemos tudo o que tínhamos em nossa vida, o que era mais precioso para a nossa vida.”

“Minha filha [hoje com 8 anos] só chora, não consegue ir à escola.”

Reinaldo e Michele trabalhavam na Nissin e ambos eram provedores da casa. Agora, que continua trabalhando, está tendo que suportar as despesas apenas com o seu rendimento. Por isso, espera por reparação da Justiça também quanto a esse aspecto decisivo para a sobrevivência de sua família.

‘JUSTIÇA FOI FEITA’

Ontem, depois das 22 horas, logo após a sentença ser anunciada, perguntamos a Michele se ela considerava que a justiça tinha sido feita. Ela respondeu: “Sim.”

A sessão foi presidida pelo juiz Acauã Muller Ferreira Tirapani, que não permitiu a entrada da imprensa à sala de julgamento “para preservar a imagem dos jurados”, segundo disse à TVUNA e vitrine online.

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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