LEIA ATÉ O FIM E RIA, POR QUE É DE GRAÇA!
O comportamento humano, e há estudos abrangentes no campo da psicologia social que comprovam, sempre tende a ser uma caixinha de surpresas, que é um estímulo à curiosidade.
Como entes singulares e únicos em suas características particulares, fazem interpretações subjetivas da realidade de acordo com suas necessidades, interesses e possibilidades.
Se você, por exemplo, faz um discurso para um grupo de pessoas, acredite cada um estará em modo imaginação. Você pode estar falando sobre um determinado assunto, mas o ouvinte presencial pode estar divagando em outro mundo muito diverso do que está acontecendo.
Não espere nunca, portanto, que a lógica, conhecida com a base para se encontrar a verdade, esteja servida em abundância e generosidade entre todos, ainda que isso não seja requerido para quem vive num plano comum.
Daqui a pouco vou citar um episódio hilário para exemplificar a razão destas linhas. Antes, porém, vou desfiar umas pérolas do grande intelectual brasileiro Millôr Fernandes que eu lia, na antiga revista Veja, e ria dentro do ônibus quando voltava para casa do trabalho.
Veja algumas do que o autor denominava “Reflexões sem dor”:
“Sistema político brasileiro: Temos, enfim um alfaiate, um alfaiate que, quando a roupa não fica boa, faz alterações na gente.”
“O máximo do complexo de inferioridade é a gente ficar imaginando desculpas pro erro que ainda não cometeu.”
“O político de verdade jamais tem medo do escuro. Tem medo é da claridade.”
“O mundo se divide entre os que encontram e os que não sabem onde puseram.”
“Responda depressa: Pra que o sr humano, que não conseguiu resolver nenhum dos problemas de relacionamento aqui na Terra, anda procurando novos seres vivos no Universo?”
“Meu hobby é trabalhar oito horas por dia.”
RIR DE GRAÇA
O orador tinha sobre uma plataforma dois recipientes. Um deles continha água pura e o outro, álcool não diluído. Em seguida, colocou um pequeno verme num dos frascos e a audiência observou enquanto o animalzinho, após nadar de um lado para outro, aproximou-se da parede do recipiente e arrastou-se tranquilamente até a borda. Então, o orador pegou o mesmo verme e o colocou no recipiente cheio de álcool: o animal se desintegrou à vista de todos.
— Eis aí – disse o orador – qual é amoral da história?
Lá no fundo da sala, uma voz falou, com bastante clareza:
— Deduzo que se a gente bebe álcool, nunca tem vermes.
