IBIÚNA – PROFISSIONAIS DEMITIDOS DO HOSPITAL CONTINUAM DESAMPARADOS

Se seus direitos trabalhistas fossem respeitados, os 162 profissionais da saúde demitidos do Hospital Municipal de Ibiúna – HMI pelo Igats deveriam ter recebido os pagamentos rescisórios (salários, férias, 13º, FGTS e INSS) no dia 5 de julho, o que não aconteceu até o momento.

O clima emocional desses trabalhadores é de desamparo, como vitrine online já publicou. É preocupante, pois todos dependem desses recursos para cuidar das necessidades de seus familiares.

Está claro que tanto o Igats, na condição de empregador, quanto a Prefeitura, responsável subsídiária das dívidas, são responsáveis por efetivar os pagamentos de direito líquido e certo.

O Igats, segundo afirmou o prefeito, declarou não ter condições de honrar a dívida. O chefe do Executivo, de seu lado, encaminhou o assunto para o setor Jurídico para estudar o problema. Os profissionais continuam amargando uma espera angustiante pelos seus direitos.

Publicação anônimas nas redes sociais refletem a expectativa dos 162 profissionais de saúde demitidos do HMI

MEDO, HESITAÇÃO

Há trabalhadores consultando advogados para saber se entram ou não com uma ação trabalhista, assim como, anonimamente, sinalizam que possam estar organizando uma passeata, a fim de pressionar o Igats e a Prefeitura a realizarem os pagamentos.

Pela tradição cultural que se verifica no município de Ibiúna, é pouco provável que haja uma manifestação pública. O temor de alguma represália fala mais alto.

Alguns mais corajosos, talvez premidos pelas dificuldades financeiras agudas, ousam sair da zona do conforto, mas a maioria prefere a segurança do anonimato.

ATÉ QUANDO?

Não é o caso de Pedro Vieira que vem reiterando sua cobrança:

“E sobre nossos prejuízos, ex-funcionários do Igats, ninguém fala nada? Ninguém resolve? É um empurrando para o outro. Até quando a Prefeitura vai continuar não cumprindo com os deveres básicos?

A Prefeitura é, sim, responsável. Ela contratou [o Igats] e tem que arcar com as suas responsabilidades agora.”

TERÁ DE PAGAR

Vitrine online apurou junto a fontes bem posicionadas da Prefeitura e tudo indica que ela deverá quitar as dívidas para, posteriormente, agir judicialmente para que o Igats responda pelos custos causados ao erário público, por não cumprir suas obrigações.

A questão que vem causando o maior incômodo é exatamente saber quando isso será feito. Esse episódio negativo certamente entrará para a longa história do famigerado Hospital Municipal de Ibiúna.

Convocação para uma passeata precisa contar com superação de medo de represália

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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