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OPINIÃO – É HORA E VEZ DE TRATAR IBIÚNA COM CARINHO E RESPEITO

Mesmo com o recesso da Câmara Municipal, quando são suspensas as sessões ordinárias, os agentes políticos em Ibiúna continuam ativos em fazer “amarrações” com candidatos nas próximas eleições e pressionando o Executivo para que atenda às suas demandas políticas de largo espectro.

Há no cenário uma notável inquietação silenciosa cuja manifestação depende sempre da tradição política local que se manifesta entre grupos de amizade e afinidade, mas com igualmente notória evitação de eloquência pública. Parece “intuir” um perigo da hora e, por isso, fechar a boca e abrir bem os ouvidos tende a prevalecer agora. Espera-se pelos próximos acontecimentos com um distanciamento de segurança.

Visto de um ponto distante e abrangente, a história político-administrativa permite enxergar um longo e continuado processo de coagulação, fruto do “engrossamento” do “sangue” representado por um acúmulo de sujidade relativa ao uso malversado dos recursos públicos, imperícia, incompetência, prevaricação e um profundo desprezo pela inteligência dos cidadãos.

O custo real de tudo isso é distribuído à população em forma de desconforto, precariedade crônica dos serviços, deficiências operacionais e técnicas da máquina administrativa e a construção ao longo do tempo do que se poderia chamar de uma impenetrável caixa preta, com seus mistérios insondáveis. E é exatamente por uma lamentável e histórica falta de transparência dos atos públicos que se abre um imenso delta cultural marcado por desconfianças, preconceitos e temeridade e muitas informações disparatadas.

Mal informada, a população vive daquilo que chega aos seus ouvidos e como precisa formar uma idéia mínima da realidade acaba assimilando como verdadeiro aquilo que ouve, o que frequentemente não corresponde aos fatos reais. Como não se dá a devida conta desse fenômeno, todos acabam reféns dele, tanto a população quanto os agentes políticos.

Como a eterna rixa entre o bem e o mal continua em vigor, essa forma maniqueísta de ver o mundo promove o surgimento de grupos dialéticos. Há aqueles que torcem pelo “quanto pior, melhor” [lado sombrio do mal] e os que torcem para que o bem vença e “tudo melhore em nosso município”.

Como profetizou Cora Coralina, a escritora goiana em um dos seus livros, “quando a situação está mal, o bem está por perto”. Creiamos nela, que sabia escrever com extrema simplicidade e clareza, e pensemos que estejamos vivendo o fim do ciclo do mal e cada vez mais perto de uma era do bem por meio da qual as coisas passem a ser vistas por uma nova luz e perspectiva. É preciso que a cidade se trate com carinho e respeito. (C.R.)

 

 

 

 

 

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