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A EXUBERANTE REPRESA DE ITUPARARANGA PEDE ÁGUA

A magnífica e exuberante represa de Itupararanga que completou cem anos em maio passado e que abastece as cidades de Sorocaba, Votorantim e Mairinque e cuja maior parte se encontra no município de Ibiúna sofre a maior estiagem dos últimos cinquenta anos, segundo levantamento feito pela revista vitrine online com moradores da região. Operada pela Votorantim, que mantém uma usina hidrelétrica para fabricação de alumínio, e cercada de chácaras e áreas de plantio de hortaliças, a maior joia turística da região se transformou em cenário tão preocupante quanto triste.

As fotos que aqui são apresentadas foram tiradas hoje (9) no bairro da Cachoeira. Pode-se verificar – avaliando-se as marcas deixadas em grandes pedras em suas margens e pelo alargamento destas em mais de vinte metros e pelos fios de água dos riachos que a abastecem e seu leito barrento exposto – que sua lâmina de água deve ter diminuído entre seis e oito metros. Há um marco [uma bandeirola de ferro fixada num pedestal] há muito tempo instalado na entrada de um braço de água para alertar piloteiros de lanchas ou pequenos barcos que, em tempos normais, deixa ver somente a bandeirola, obsrve a situação de agora na terceira foto exibida abaixo.  Os dados oficiais, no entanto, estão sendo aguardados pela SOS Itupararanga e serão noticiados assim que forem conhecidos pela instituição.

A seca, no entanto, revelou cenários que antes estavam ocultos, como surpreendentes aglomerados de pedras que parecem catedrais ou algo muito próximo do que se costuma chamar de místico. Há pedras que exibem camadas laterais retilíneas provavelmente esculpidas pelo fluxo das águas do rio Sorocaba que, submerso, passa nas proximidades desse lugar.

É oportuno lembrar que o que se poderia denominar de nível “perene” das águas da represa Itupararanga vem diminuindo gradativamente nas últimas décadas. Áreas de  remansos que vinte trinta anos atrás eram cobertas de água e atraíam pescadores se encontram literalmente secas e tomadas pelo mato. Ou seja: houve um gradativo aumento de demanda do uso de suas águas que seu volume global foi decrescendo sem volta, assim como, advertem os cientistas, está ocorrendo com as calotas polares e geleiras do planeta.

Como é sabido, São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, sofre nesse momento por uma das piores crises de abastecimento de água de sua história, com a seca do sistema de abastecimento formado por diversos reservatórios. Outras cidades do interior também vêm sofrendo com a falta de água. Atentos com a baixa qualidade da água que hoje corre pela rede espalhada pela cidade, proprietários de chácaras em Ibiúna têm se abastecido de água daqui que levam para suas casas em São Paulo, para a cocção de alimentos e beber.

Vitrine online ouviu diversos comentários preocupados sobe a situação atual da represa. A SOS Itupararanga, uma instituição criada para protegê-la e defendê-la das ameaças que incluem a poluição por defensivos agrícolas  e outras substâncias, lixo e infiltração de esgotos, já recebeu diversos pedidos de informações sobre a real situação de um dos mais belos mares de água doce de toda a região.

 

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