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EXCLUSIVO – PREFEITURA DE IBIÚNA DEVE R$ 4,3 MILHÕES À EMPRESA QUE ADMINISTRA O HOSPITAL; VEREADOR FALA EM “CAOS” NO SETOR

Em reunião realizada hoje (23) pela manhã no gabinete do prefeito de Ibiúna ficou evidenciada a dramática situação da empresa DRO-LAB Serviços de Saúde, que está sem condições de pagar médicos e enfermeiros [que fizeram uma greve no dia 12], em razão de estar sem receber da prefeitura os meses de janeiro, fevereiro e março, totalizando R$ 4,370 milhões.

“Estou fazendo de tudo para que o atendimento não seja paralisado, mas, sem dinheiro, como vou pagar os funcionários?”, teria indagado o proprietário da organização, Daniel Olcerenko, ao chefe do Executivo.

Participaram da reunião o prefeito Fábio Bello, o vice-prefeito Tadeu Soares, os vereadores Beto Arrais, Rozi Soares Machado, Paulinho Dias, além de integrantes da comissão de funcionários da área da saúde.

Segundo disse o vereador Beto Arrais à vitrine online, o prefeito prometeu que ainda nesta semana deverá destinar um valor para pagar o pessoal da enfermagem e que, na próxima semana, liberará outro montante, para pagamento dos médicos.

Ainda de acordo com o parlamentar ibiunense, aos atrasos correspondem os seguintes valores: janeiro, R$ 870 mil; fevereiro, R$ 1,750 milhão; e março, R$ 1,750 milhão. A DRO LAB foi contratada por meio de contrato emergencial já no governo do professor Eduardo Anselmo e mantida pelo prefeito Fábio Bello.

Um “caos”

Logo depois que o encontro terminou, o vereador Beto Arrais foi até o Hospital Municipal e observou que havia muitas pessoas aguardando pelo atendimento e lamentou: “É triste ver a situação. A empresa foi contratada e tem que receber pelos serviços prestados para poder pagar sua equipe de profissionais. Tenho que admitir que a situação da saúde em Ibiúna está um caos.”

Greve

No dia 12, os profissionais da saúde do hospital, exatamente por não receberem seus salários, fizeram uma paralisação por mais de dez horas, atendendo somente os casos de emergência. A prefeitura fez, então, um pagamento de R$ 600 mil, relativo ao mês de dezembro, e os médicos retornaram às suas atividades. Mas a situação continua frágil, podendo ocorrer outro ato semelhante, caso os atrasos persistam.

Há um clima de desânimo e descrença no ambiente do hospital, agravado com a recente “lei da mordaça”, estabelecida no dia 9, em um comunicado interno da prefeitura, que proíbe os servidores e comissionados de falar à imprensa, sem a prévia autorização do secretário de Governo, Rafael Cerqueira.

 

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