IBIÚNA – O LINDO RIO SOROCABUÇU SERIA UMA GRANDE ATRAÇÃO TURÍSTICA…SERIA

Uma gigantesca sopa de micro-organismos patogênicos [que geram doença nos seres humanos e matam peixes], incluindo bactérias, como coliformes fecais, fungos, protozoários, vírus, entre outros, está sendo despejada vinte e quatro horas por dia no rio Sorocabuçu.

Ele passa bem perto da área urbana da cidade de Ibiúna e é onde a Sabesp faz captação de água para abastecimento do centro da cidade de Ibiúna e alguns bairros.

Difícil calcular o volume da contaminação que está sendo lançada diretamente ao rio ao longo do seu curso e que segue em direção à represa Itupararanga carregando esgoto sem tratamento.

O Sorocabuçu tem sua nascente na região do bairro do Verava e atravessa vários bairros que contribuem para sua contaminação até o ponto no Varjão, que fica no entorno da cidade de Ibiúna, onde se junta ao rio Sorocamirim, igualmente poluído, para formar o rio Sorocaba que desemboca na represa Itupararanga contribuindo para a cada vez mais baixa qualidade de suas águas.

UM PARAÍSO TURÍSTICO

Além de ser um município que se destaca na produção de produtos agrícolas, sua principal base econômica, o município de Ibiúna conta com uma beleza natural que poderia transformá-lo em um paraíso turístico.

Terceira cidade mais alta do Estado de São Paulo desfruta nas áreas rurais de um ar puro típico de regiões montanhosas, tornou-se Estância Turística em abril do ano 2000, por meio da Lei 10.537, portanto há 21 anos.

Se nessas duas décadas os gestores públicos fizessem investimentos inteligentes e contínuos a fim de desenvolver uma estrutura, buscando proteger e preservar seus recursos naturais, hoje a receita decorrente das atrações turísticas significariam um vigoroso reforço de sua economia em todos os setores, especialmente no comércio, na hospedagem, e nas atrações físicas como represas, rios, cachoeiras, gerando empregos de que a cidade é carente.

Somente o rio Sorocabuçu, citado no início, se suas águas fossem limpas, poderia se tornar um polo de atração natural, pois ele passa bem perto do centro urbano com suas encantadoras sinuosidades, como se vê na foto a distância. De perto suas águas são sujas e cheiram mal. Ali há algumas décadas as pessoas pescavam, se banhavam e se divertiam. Hoje lembra o famigerado rio Tietê.

Em 14 de julho de 2016, a pedido de leitores, vitrine online fez uma matéria em que se mostravam “cachoeiras” de esgoto que caiam em suas águas escuras. Desde então, hoje a situação, lamentavelmente, só veio a piorar. A quantidade da descarga de esgoto que recebe ininterruptamente nos bairros que atravessa é de assustar estudantes de biologia.

Isso também acontece com outros rios como o Una, o Sorocamirim e o Sorocabuçu que despejam suas águas imundas no rio Sorocaba que nasce exatamente em Ibiúna e que contribui diariamente para jogar toneladas de esgoto sem tratamento na represa Itupararanga que sofre, neste momento, com um dos volumes mais baixos de sua história e além da poluição severa.

É importante salientar que rios de outras cidades, como Cotia (Caucaia), Vargem Grande Paulista e São Roque também contribuem para essa situação poluente lamentável.

Para quem já pescou nas limpas, abundantes e generosas águas da represa Itupararanga e comia os peixes, agora vê que a situação é exatamente oposta. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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