IBIÚNA – PREFEITURA NÃO TEM DINHEIRO PARA FAZER OS PAGAMENTOS DOS SERVIDORES
O prefeito e o vice-prefeito de Ibiúna, Mário Pires e Naldo Firmino, anunciaram hoje (9), por meio de um vídeo, que a prefeitura não tem recursos para pagar o salário dos servidores municipais relativo a dezembro/2024, que teria que ser efetuado no início de janeiro.
“Infelizmente, a gestão passada não deixou nada provisionado, ou seja, estamos sem recursos para pagar os salários. E não é só isso. Ficamos sem acesso a todos os bancos e a gente precisa resolver isso ontem”, afirmou Mário Pires.
“CASA BAGUNÇADA”
Naldo Firmino anunciou que “o caos financeiro é muito grande”. E deu um recado a toda a população ibiunense:
“Fiquem muito tranquilos, sabemos muito bem o que estamos fazendo. A casa estava muito bagunçada, mas com muita maturidade e equilíbrio estamos organizado as coisas.”
‘TENTANDO JUNTAR DINHEIRO’
O prefeito informou que contaram muito com a colaboração das agências bancárias, “e tendo acesso às informações nos deparamos com a informação de que não tem dinheiro”, assinalando:
“Nós estamos tentando juntar o que tem [de dinheiro] e aguardar amanhã o repasse do FPM Fundo de Participação dos Municipios – que vem do governo federal, para juntar tudo e ver o que poderemos fazer.”
“Infelizmente a notícia não é boa. A gente vai ter que fracionar o pagamento da folha do mês de janeiro.”
“Amanhã, do meio do dia para a tarde, a gente vai emitir uma nota oficial explicando detalhadamente como vai ser o escalonamento desse pagamento”, explicou Mário Pires.
Vitrine online apurou que nesta sexta-feira (10) deverão receber pagamento o pessoal da Educação e os funcionários que ganham até R$ 3.000,00.
É relevante destacar que os recursos para honrar o pagamento no inicio deste mês deveria estar no caixa da Prefeitura desde de dezembro/2024, o que não aconteceu.
Por isso, certamente, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deverão se pronunciar futuramente sobre esse fato que afeta a vida econômica de milhares de pessoas em Ibiúna, que dependem dos salários para pagarem suas contas e manterem sua sobrevivência imediata.
