IBIÚNA – BAIXARIA NA POLÍTICA MANTÉM PROBLEMAS DA CIDADE

O título original desta divagação era ABAIXO A BAIXARIA NA POLÍTICA IBIUNENSE, mas o que entrou em seu lugar nos parece mais adequado.

A diversidade de problemas acumulados há décadas e que afetam diretamente a vida da população – principalmente nas áreas da saúde pública, estradas, segurança pública, meio ambiente, educação – exige um esforço sério, coordenado, pragmático e responsável para serem resolvidos ou amenizados de fato e qualitativamente.

É claro que não poderíamos atribuir levianamente a responsabilidade de resoluções efetivas das questões mais prementes aqui citadas à atual administração que tomou posse há pouco mais de trinta dias e que terá recebido uma herança administrativa “bagunçada” e “falida” de acordo com denúncias feitas enfaticamente pelo novo prefeito.

Vitrine online, como um veículo de imprensa a serviço da população, assim como fazem pessoas não contaminadas por odiosidade gratuita, por conta de integrarem grupos políticos oposicionistas, adotou a paciência à espera de coisas boas que o chefe do Executivo está prometendo com intensa exposição pública.

Como diz a sabedoria bíblica, há um tempo para tudo. Estamos esperando junto com o povo pelos dias melhores prometidos em campanha e reiterados em quase todas as manifestações públicas do novo chefe do Executivo ibiunense.

Certamente ele tem consciência de que há o tempo de prometer e o tempo de cumprir, e como nos tempos atuais qualquer pessoa pode botar a boca no trombone via redes sociais, com ou sem pudor, explicitamente ou no anonimato, é preciso ter a sabedoria de sincronizar a língua com a veracidade.

Para conhecer um ambiente natural é preciso enxergar a floresta como um todo, mas também as árvores individualmente. Neste aspecto, há pessoas sofrendo mais do que deviam, como se vê nos grupos sociais, na área da saúde que, cá entre nós, continua sendo o problema crônico número 1 do município, mesmo absorvendo mais de duas dezenas de milhões de reais/ano.

O pano de fundo da realidade administrativa em Ibiúna encontra o protagonismo de grupos políticos que vão muito além de serem adversários, se comportando como verdadeiros inimigos que com toda sorte de disfarces atiram pedras e praticam baixarias indignas do que se pode chamar de democracia básica.

Lamentavelmente, essa realidade transcende os limites em que o respeito mútuo deveria prevalecer, envolvendo a reputação de indivíduos e até mesmo de famílias, tornando inseguras as relações sociais. A quem isso pode interessar?

É provável que esse clima que já dura décadas molde o comportamento psicológico e social das pessoas, tornando-as extremamente cautelosas, às vezes inseguras ou desconfiadas, preferindo controlar a língua porque há ouvidos (espiões?) por todo o lado.

Dizem alguns que até mesmo o progresso econômico de Ibiúna estaria sendo obstaculizado, porque haveria entes poderosos que preferem conservar as coisas tais como estão, para manterem-se no poder e controlar a situação a seu favor.

Certamente esquecem que o mundo se tornou uma aldeia digital e a máquina do tempo inexoravelmente se acelera cada vez mais fora do nosso controle.

Só para mencionar um fato sob o foco dos tempos atuais, a paralisação, há cerca de três anos, das obras de duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao, de responsabilidade do Governo Estadual, se enquadra no contexto dessa postura complexa, até mesmo como estratégia politico-administrativa, e vergonhosa de gerir as coisas de interesse público.

Iniciadas há 7 anos, a rodovia se encontra num estado de abandono, tendo passado simplesmente por cinco governadores: Geraldo Alkmin, Márcio França, João Dória, Rodrigo Garcia e o atual Tarcísio de Freitas.

Quantos acidentes graves e desconfortos poderiam ter sido evitados, se a obra estivesse concluída?

é disso que estamos falando também em nível estadual e federal. De governos que tratem a população com respeito e dignidade, e não fiquem girando no torvelinho do toma lá, dá cá, como o espetáculo tragicômico que se verifica no Congresso Nacional em torno de bilhões e bilhões de reais que vão para o ralo de ambições de poder desenfreiadas. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)  

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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