MEDO DA GUERRA E OUTRAS CONSIDERAÇÕES
Nesta semana fui até o fundão do Verava, um bairro afastado cerca de quinze quilômetros do centro de Ibiúna e vivi, mais uma vez, a experiência “raiz” em relação à vista dos moradores e da exuberante natureza ibiunense. Entre outras experiências de respirar um ar puro de montanha e ver as plantações nas encostas de morros, trouxe para casa uns ramos de citronela.
É difícil imaginar nesse ambiente campestre que o mundo está vivendo mais uma guerra insana, estúpida no Oriente Médio. Ela gera os efeitos provocados pela loucura desumana. Muitas crianças foram mortas por uma bomba enquanto estavam num escola. Nada, nada, repito, pode justificar essa barbárie inominável. Depois vimos empilhados caixõezinhos com seus corpor em caminhões no cortejo fúnebre. Quem pode empaticamente imaginar a dor infinita de seus pais?
Os autores responsáveis por trás desse crime contra a humanidade são psicopatas impiedosos, que se lixam com o sofrimento alheio, travestidos de autoridades teatrais, não raro represenados por personagens caricatos. Duas figuras monstruosas que ostentam comportamentos frios diante da morte dos outros que eles provocaram, que jamais permitiriam que acontecesse seus filhos e netos, mantidos em segurança e gozando do melhor conforto possível em escolas da elite.
A guerra, toda guerra, é uma anomalia, uma fábrica de morte por motivos sórdidos impulsionados pelo insaciável desejo de poder sobre a vida dos outros.
Quem dá o direito a um ou dois homens de decidir quem deve vivr e morrer no mundo?
Você que me lê neste momento, como está percebendo emocionalmente, como este autor, a impotência de fazer seja lá o que for para impedir as mortes com o uso da tecnologia brutal que é capaz, como se diz, de praticar ataques com bombas “inteligentes” capazes de provocar mortes cirurgicamente, de seguir a sua temperatura corporal.
A pessoa pode ser surpreendida por uma poderosa explosão quando está almoçando, jantando, no banheiro, tomando banho, vendo um programa na TV ou assistindo a uma aula dentro da escola. De repente, a explosão devastadora! O instantâneo apagamento da consciência, o fim.
O temor de uma terceira guerra mundial surge nesta altura dos acontecimentos, mesmo porque os autores desses crimes hediondos não demorarão a desaparecer de cena como todos os poderosos do mundo que surgiram antes, porque a natureza não falha, anda que possa tardar. E esses caras que autorizam seus meios teleguiados a matarem, não demora muito, serão apenas uma sombra no passado, mas os estragos dantescos que causam em vidas humanas não poderão jamais serem recuperados.
O ódio mortal seja por motivos religiosos, econômicos, políticos, todos eles relacionados ao desejo de poder e de subjugação, não tem suas raízes necessariamente nos povos, mas sim naqueles que se impõem ideologicamente por meio da violência e do terror sobre multidões que, invariavelmente, são mantidas sob opressão e controle rigoroso de guardas nacionais ou agentes de serviços secretos.
Quantos seres, mulheres, jovens, adultos, são sacrificados covardemente nas prisões e masmorras, por se rebelarem e lutarem por liberdade? Quanta dor imposta por instrumentos de tortura fica sufocada entre paredes geladas de cárceres, onde homens, da mesma forma abjetos, praticam seus papeis de carrascos sem o menor sentimento de culpa?
Além de tudo, e por força de quererem nos manter desinformados e na ignorância dos fatos reais, ainda controlam os mais poderosos meios de comunicação a preço de ouro, ainda que haja pessoas que ainda não perderam o bom senso e que se desdobram em esforços para mostrar o que querem esconder de nossos olhos.
Trump, Netanyahu, que conseguem rir durante os comentários que fazem das destruições que provocam, e todos os ditadores que torturam e oprimem suas populações, teocraticamente ou não, são as encarnações do ceifador, a personificação da morte no Ocidente, uma figura esquelética [embora eles sejam bem nutridos e corados] com um capuz preto e foice. (C.R.)
