POR QUE É IMPORTANTE COMEMORAR O DIA DA MULHER
É importante celebrar o Dia da Mulher. Doadora e protetora da vida, sem ela o mundo humano já teria deixado de existir na superfície da Terra.
No entanto, esse ser humano dotado de uma beleza e de um papel decisivo, tem sido vítima das maiores truculências perpetradas ao longo da história pelo império do patriarcado, que a reduziu, das mais abjetas formas, à condição de “propriedade” do gênero masculino, pecado que precisa ser removido o quanto antes dos hábitos culturais.
É relevante, também, comemorar sua bravura e resistência e as importantes conquistas em seus direitos como seres humanos. Já passou da hora de deixarem de ser alvo de desrespeito e de violações impressionantes. Homens as matam como se fossem objetos! Absurdo dos absurdos!
Sim. É uma excelente oportunidade para homenageá-las e presenteá-las, mesmo e especialmente se for somente manifestando respeito autêntico pelos seus direitos à vida em plenitude.
ALTOS ÍNDICES DE VIOLÊNCIA
Mas é preciso estar na real, porque os dados da realidade apontam que a vida da mulher brasileira é marcada por altos índices de violência. As estatísticas apontam a ocorrência de um feminicídio a cada 6 horas em 2026.
Como se isso não bastasse é palmar a desigualdade de gênero, incluindo disparidades salariais de cerca de 20,7% menores que as dos homens e sobrecarga com 85% do trabalho doméstico.
Como se nota, estamos nos referindo à vida real.
MULHERES SÃO MAIORIA
Além de tudo, as mulheres são a maioria da população (51,7%) brasileira e sua presença como chefes de lar é da ordem de 49%, um dado nem sempre lembrado no que se relaciona à manutenção dos lares.
Dois temas recorrentes – violência e segurança – fazem parte do sistema social da sociedade pública e privada. Levantamentos indicam, lamentavelmente, um aumento no feminicídio, com desafios adicionais em cidades pequenas, “onde a proximidade social pode dificultar a denúncia”.
A Lei Maria da Penha é um símbolo na luta contra essa realidade.
As mulheres recebem salários cerca de 40% menores do que os homens, com disparidades mais acentuadas para mulheres negras e no Nordeste, muitas atuando na informalidade, porque isso representa ganhos para os empregadores.
Mulheres dedicam quase o dobro do tempo dos homens aos afazeres domésticos e cuidados, com uma média de 21,3 horas semanais, aumentando para 22 horas entre mulheres negras.
Apesar de serem a maioria da população, as mulheres ocupam apenas 12% das prefeituras, enfrentando barreiras significativas na política.
BRILHAM NA ÁREA DA EDUCAÇÃO
No plano do ensino superior e na educação de modo geral, as mulheres se destacam tanto no magistério quanto no setor de pesquisa.
Apesar dos avanços legais – indicam os estudos – a jornada por igualdade de gênero no Brasil “ainda enfrenta barreiras estruturais, sociais e econômicas significativas, exigindo contínuas políticas de proteção e equidade”.
