IBIÚNA – ACREDITEM! MOVIMENTOS POLÍTICOS VISANDO ELEIÇÕES DE 2028 JÁ COMEÇARAM

O andamento da carruagem política ibiunense, já com sinais de desidratação na esperança que, bem ou mal, é depositada na conta dos atores que são eleitos a cada quatro anos, passou a estimular as movimentações visando às urnas de 2028, acreditem!

É oportuno lembrar que o atual governo ainda tem pela frente dois anos e nove meses de mandato!

Como se sabe, todos aqueles com DNA político nas veias procuram agir com rapidez, discrição e ‘óbvias sutilezas’, a fim de tirar proveito das oportunidades e deslizes dos adversários.

Isso faz parte do jogo de poder em que seguir regras morais consensuais vai até um número nas páginas do dicionário político; depois, passam a vigorar as leis dos mais poderosos e dos mais astutos.

Um dos motivos é a sensação real de que o tempo estar passando cada vez mais rápido, graças, sobretudo, à absurda velocidade e quantidade de informações que circulam instantaneamente, impossíveis serem assimiladas pelos mortais comuns.

TEMPO ACELERADO

O fluxo de informações hiper-acelerado dá a impressão aos políticos e seus correligionários [mas não só a eles] de que os espaços devam ser preenchidos por mensagens intensivas e contínuas, supostamente para manter uma conexão convincente com a população, como se esta não devesse pensar em outra coisa, senão nos autores das mensagens.

VIVER DE APARÊNCIAS

Então, como se observa, os políticos passam a viver de aparências que, eles acreditam, sustentam suas imagens de superdotados de simpatia, fora da realidade que orienta a percepção cotidiana do povo para os fatos objetivos e concretos.

Em resumo, parecem tentar querer esconder da percepção os óbvios problemas reais da cidade, no que diz respeito a questões da saúde, da educação, da segurança pública, das condições das estradas, do transporte, dos graves e crônicos problemas causados ao meio ambiente.

VELHOS HÁBITOS

Dito de outra forma, não é possível tapar o sol com a peneira, na expressão que a sabedoria popular consagrou como antídoto contra os velhos hábitos dos políticos de quererem impor, por meio de uma profusão de imagens construídas com técnicas de marketing, algo que não existe na realidade.

Assim, há um notável choque de realidade entre ao que dão publicidade e ao que se constata na prática diária nos corações e mentes da população, especialmente nas conversas miúdas entre parentes, colegas e amigos.

APOIO POLÍTICO E FINANCEIRO

É exatamente nesse clima que se encontram os futuros postulantes ao cargo de prefeito ou mesmo à vereança da cidade em 2028. Procuram perceber as melhores formas de estabelecerem alianças, acharem fontes de recursos [apoio político e financeiro] para se tornarem competitivos.

Para um leitor livre da história política da cidade, é relativamente fácil observar um processo que se repete como um ritual: um chefe do Executivo, pelos seus próprios desacertos, acaba caindo em desgraça no cenário da opinião pública.

Desse modo, contribui para a eleição do próximo, que “elege” o outro próximo, em cadeia. Esta tem sido a regra, mas, logicamente, há exceção com político eleito até mais do que duas vezes, ainda que possa ter orquestrado um governo medíocre.

VELHA POLÍTICA

Um dos maiores temores declarados por aqueles que já fizeram seu noviciado eleitoral e de outros que estão a caminho de entrar na roda viva do poder político, é exatamente o círculo vicioso da velha e tradicional política que cria um ambiente propício para a reprodução dos mesmos erros e equívocos, que mantêm o município estagnado no tempo.

ANO DECISIVO

Este ano, e esse é uma expectativa generalizada no meio da população, dará o veredicto sobre o futuro do atual governo que está completando quinze meses de mandato, com promessas de que irá dar uma virada consagradora, depois de passar por uma grande penitência de gestão pelas heranças nefastas, que denunciou ter recebido do governo anterior, em 2025. (C.R.)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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