IBIÚNA – MÉDICA DENUNCIADA PELA CUIDADORA DE IDOSOS É AFASTADA DO HOSPITAL MUNICIPAL

A médica alvo da denúncia feita pela cuidadora de idosos Roseli Ribeiro, que levou seu pai de 83 anos para troca de sonda vesical na segunda-feira (20), no Hospital Municipal de Ibiúna, foi afastada do hospital a fim de que os fatos veiculados sejam averiguados.

Como se recorda, Ribeiro fez no dia 21 um relato dramático do atendimento dado ao seu pai, que publicou nas redes sociais e provocou comoção pública.

“Gente, povo ibiunese é com vocês quero falar, vcs sabiam que no hospital [Hospital Municipal de Ibiúna] tem uma médica que tem nojo do paciente!

Então povo ibiunese ontem (20) levei meu pai pra trocar sonda visical e sem querer caiu um pingo de urina no chão do consultório onde essa médica nojenta estava atendendo, rapidamente ela tocou meu pai pra fora e chamou a equipe de limpeza, meu pai com infecção de urina ela nem quis pedir exame.

Rapidamente fui falar com outra médica ela também não quis pedir o exame dizendo que não podia passar por cima da outra médica. Médica nojenta tem nojo do paciente, Dra. Solange. Meu pai tem 83 aninhos é igual uma criança. Isso doeu em mim como uma facada no meu peito.”

Ainda ontem, quando vitrine online publicou a notícia, a secretária da Saúde, Márcia Matos, informou que “a Secretaria Municipal de Saúde  não compactua, em hipótese alguma, com atitudes desrespeitosas ou que contrariem os princípios de humanização, ética e cuidado com os pacientes”.

Assinalou ainda que “caso sejam confirmadas irregularidades, medidas cabíveis serão adotadas, conforme as normas vigentes”. Ela deverá ouvir a denunciante na próxima segunda-feira, às 11h.

O afastamento da médica para apuração dos fatos foi feito pelo Instituto de Gestão, Administração e Treinamento em Saúde – Igats, da qual é contratada, empresa responsável pela getão do Hospital Municipal de Ibiúna.

NOTIFICAÇÃO JUDICIAL

A advogada da médica enviou notificação judicial a Roseli Ribeiro exigindo que em 24h retire “todas as publicações realizadas em redes sociais que mencionem a notificante [a médica]”, sob pena de medidas judiciais em ações civil e criminal.

Na notificação por difamação e injúria, a advogada alega que “o atendimento prestado seguiu rigorosamente os protocolos médicos aplicáveis ao caso concreto, inexistindo qualquer conduta irregular”.

Roseli: “Não retiro uma vírgula do que falei…seria muita humilhação.”

A vitrine online, Ribeiro disse que “não vai retirar a postagem” e que “seria muita humilhação para minha pessoa retirar a publicação, vou até o fim.”

“Uma coisa eu digo, eu não retiro uma vírgula do que falei, porque aquilo foi uma facada no meu peito.”

REAÇÃO E MAIS DENÚNCIAS

A notícia divulgada por vitrine online se aproxima de 30.000 visualizações e muitos comentários de indignação, alguns dos quais com outras queixas da mesma médica.

PROCURAMOS OUVIR A MÉDICA

Nota da Redação: como dois leitores, e não os culpabilizamos porque não deixamos claro nesta notícia, reclamaram que deveríamos ouvir as duas partes, ou seja também a médica. informamos que tentamos ouvi-la. Como não temos seu contato, pedimos entrevista por meio da advogada que ela contratou, mas até o momento não obtivemos retorno. Por isso, ela não foi ouvida.

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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