CRONISTA DA CIDADE – PROBLEMAS QUE EXIGEM SOLUÇÕES CRIATIVAS E INOVADORAS

Como observador dos fenômenos sociais, para cumprir minha missão no jornalismo, tenho constatado as manifestações do povão ibiunense nas redes sociais.

O cenário de queixas incluem pessoas que deixam seus carrinhos de compras em qualquer lugar no estacionamento dos supermercados, gerando desconforto para os demais clientes, até aquelas que dizem respeito a queixas de serviços públicos, especialmente nas áreas da saúde, transporte e condições das estradas.

Também figuram algumas pessoas em situação de rua que agem de modo invasivo, em ruas e praças, abordando pessoas para pedir dinheiro, às vezes de forma agressiva, como aconteceu no dia 18 de dezembro de 2023, quando um homem deu um violento soco no rosto de uma adolescente que descia a Rua XV de Novembro ao lado da mãe. Esse episódio chocou a cidade.

Em relação a essas pessoas, 111, segundo informa uma fonte da Secretaria de Assistência Social de Ibiúna, a maioria homens, é preciso uma ação concentrada para ao menos se encontrar uma solução mais eficaz, tanto para o bem dessas pessoas em clara situação de vulnerabilidade quanto da coletividade.

É preciso reconhecer que se trata de uma questão socialmente complexa e que, por isso mesmo, requer a criação de uma política de resultados ao mesmo tempo objetiva e humanista.

O que é reprovável é manter uma perspectiva conivente com os problemas, como se não existissem.

Sabemos da ordenação jurídica que assegura os direitos de todas as pessoas e dos limites necessários impostos aos agentes policiais, no atendimento a esses casos.

O que não deve prosseguir é um aparente estado de conivência tanto por parte das autoridades municipais quanto de larga parcela da população. São assuntos que requerem ação da coletividade.

Simplesmente, não se podem fechar os olhos, fingir que não se vê o que acontece ou fazer vista grossa para um problema que preocupa os cidadãos, que se sentem cerceados em sua liberdade de ir e vir em segurança.

Um dado relevante diz respeito a algumas constatações correntes. Há pessoas em situação de rua que têm onde morar em casas de parentes e aquelas que não têm; os que vieram de outras cidades e estados.

Sabe-se também que alguns não querem sair das ruas, que rejeitam tratamento contra dependência de drogas, incluindo bebidas alcoólicas, ou não respeitam as regras para serem recebidos em casa de acolhimento.

Exatamente por esse contexto desafiador é que as autoridades devem buscar respostas criativas, originais e inovadoras porque, nesses casos, como se observa, as ações tradicionais e conservadoras somente servem para eternizar esse grave problema social em nossa cidade.

CRONISTA DA CIDADE

Carlos Rossini é diretor da TVUNA e editor de vitrine online

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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