SEGURANÇA PÚBLICA – PESQUISA REVELA MEDOS DE CRIMES DOS BRASILEIROS
Os resultados da pesquisa realizada pelo Datafolha sob encomenda do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgados ontem (10) pelo UOL são assustadores.
Foram ouvidas 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, entrevistadas entre os dias 9 e 10 de março em 137 municípios brasileiros, de diferentes tamanhos.
Treze tópicos foram apresentados para avaliar os medos que povoam a cabeça da nação: golpe pela internet, assalto na rua, andar na rua de noite, roubo à mão armada, invasão em residência, assassinato, celular roubado, violência doméstica, roubo de aliança e joia, violência política, agressão sexual e “bala perdida”.
OS RESULTADOS
96,2% dos brasileiros têm medo de sofrer algum crime e 40,1% já sofreu.
Os maiores medos: para 83%, o maior medo é ser vítima de um golpe e perder dinheiro pela internet ou celular.
82,3% têm medo de ser roubado à mão armada; 80,7%, de ser morto durante um assalto; 78,8% de ter o celular roubado ou furtado; 15,8%, declararam já terem perdido dinheiro pela internet ou pelo celular; 13,1%, já tiveram familiar ou conhecido assassinado; 12,4%, relataram terem caído em fraudes ou desvios de Pix.
GÊNERO E CLASSE
Mulheres têm mais medo que os homens em todas as situações. Enquanto os homens temem mais crimes patrimoniais, mulheres temem violência e pela vida. As classes D e E sentem mais medo que as classes A e B.
MEDO E JUSTIFICATIVA
Grande fatia da população brasileira [40,1%] diz que já sofreu com os crimes. Mulheres são as que mais relatam crimes sexuais, e homens aparecem como mais vitimados por crimes de rua e patrimoniais. 57% da população diz que alterou trajetos, deixou de sair à noite ou passaram a gerir o risco pelo temor de crimes.
FACÇÕES E MILÍCIAS
67,7 milhões de pessoas reconhecem a presença de facções ou milícia em suas localidades. Do total que reconhece, quase metade (46,4%) diz que a atuação é visível ou muito visível.
Ainda sobre o total que reconhece, 61,4% acredita que os grupos influenciam muito ou moderadamente no bairro.
SUBNOTIFICAÇÕES
A pesquisa aponta ainda grande subnotificação de crimes e falta de confiança nas instituições.
Estima-se que apenas 6,6% das vítimas de roubo ou furto de celular registram boletim de ocorrência.
O número estimado pela pesquisa de vítimas de estelionato [crime contra o patrimônio, quando a vítima entrega o bem voluntariamente, acreditando estar numa situação vantajosa] é mais de 12 vezes maior que os registros oficiais.
