CRONISTA DA CIDADE – VOCÊ NASCEU PARA SER VOCÊ. ACORDE!
Desde que nascemos, somos submetidos a figuras de autoridade que, de alguma forma, vão moldar nossa personalidade, porque elas constituem o primeiro modelo que temos que seguir na vida.
Você sabe, o que define uma figura de autoridade é o poder que ela possui ou imagina possuir. Poder, por sua vez, significa capacidade de realizar algo.
Poderoso é aquele que pode ou tem força. Daí para o sentido de senhor ou chefe é um passo incluso no sentido original da palavra.
Então, com o tempo esse conceito de ser capaz de fazer expandiu-se para a capacidade de influenciar, impor vontades, mandar e controlar.
A sociedade se encarrega, ao longo da história, de legitimar a autoridade nas esferas política e sociais: reis, príncipes, presidentes, governadores, prefeitos, juízes, legisladores.
Um ditador [pode se manifestar em qualquer lugar, além de um país] é sempre uma autoridade abusiva, da perspectiva de uma civilização democrática.
Mas, deixemos de lado essas peculiaridades, porque o que nos interessa aqui diz respeito a sua vida, como ser humano singular que nasceu livre para realizar o seu potencial natural, e não para se submeter a nenhuma forma de submissão impositiva.
Longe de fazer aqui proselitismo da rebeldia cega ou irresponsável, mas, sim, da tomada de consciência dos episódios com os quais você se depara no dia a dia, em que a convivência saudável é requerida, mas de modo que o respeito esteja mutuamente presente.
Vou dar aqui um exemplo atualíssimo de como podemos estar sujeitos às fragilidades da obediência a figuras de autoridade.
Você é bombardeado diariamente por uma infinidade de vídeos que procuram determinar os seus atos e influenciar seus pensamentos e emoções.
Se antes eram as chamadas telefônicas da bandidagem pedindo dinheiro para resgate de um parente “sequestrado”, hoje são as imagens de um “parente” ou “conhecido” ou “gerente” de banco que apresenta um argumento dramático para que você tome uma atitude urgente…que vai lhe causar prejuízo financeiro e sofrimento moral.
Pronto! Você caiu na armadilha de um “deepfake”, uma técnica de Inteligência Artificial (IA) que combina, substitiui ou sobrepõe imagens, vídeos e áudios para criar conteúdos ultrarrealistas.
Todo santo dia, tem alguém caindo nessas armadilhas, tendo que amargar prejuízo financeiro e danos emocionais.
Segundo especialistas, isso acontece porque as pessoas, por terem sido condicionadas a obedecer figuras de autoridades, [que dizem o que você deve fazer] têm uma tendência a confiar cegamente na “autoridade”, essa figura da qual precisamos nos libertar para viver nossa vida de modo autêntico.
E, não custa lembrar: há pessoas que investem uma fortuna, para descobrir quem são. Quando descobrem, começam a melhor parte da aventura de viver.
CRONISTA DA CIDADE

Carlos Rossini é diretor da TVUNA e editor de vitrine online
