LIVRO REVELARÁ A HISTÓRIA DO MAIOR LÍDER DOS TRABALHADORES RURAIS DE IBIÚNA
Ele começou a trabalhar aos sete anos, em sua terra natal, no Ceará, para “não passar fome”.
Como milhões de nordestinos, tornou-se migrante e se mudou com a família para São Paulo nos anos 1970. Tornou-se garimpeiro no norte do Mato Grosso, onde permaneceu por dez anos, contraiu onze malárias, até se mudar para Ibiúna, em 1989, a chamado da mãe.
Em 1993, fundou o Sindicato dos Trabalhadores e Empregados Rurais de Ibiúna e Região, que dirige há trinta e um anos ininterruptos, beneficiando milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Em sua biografia, escrita pelo jornalista e escritor Carlos Rossini, que está editado e pronto para impressão, pela Editora Tag&Line, Edivan Pereira, como era seu desejo original, deixa um legado importante da luta pela justiça social, especialmente para que os jovens “jamais desistam dos seus sonhos”.
O livro naturalmente evoca muitos personagens ibiunenses que tiveram algum relacionamento com a entidade que ele preside, assim como estiveram engajados em algum movimento ou organizações sociais nas últimas três décadas.
Um dos capítulos trata da injusta e dramática situação dos proprietários de terras, até seculares, na imensa área que o Governo Estadual transformou em 1992 no Parque Estadual do Jurupará, no município de Ibiúna.
Expulsas de suas propriedades legítimas, como a de Edivan Pereira, mais de trezentas famílias vêm sendo alvo de terríveis reintegrações de posse, vendo suas casas demolidas impiedosa e truculentamente. O livro conta essa história e do movimento que proprietários vêm mantendo certos de que a justiça será feita, ainda que tardia.

Edivan Pereira, tem dedicado integralmente sua vida na defesa dos trabalhadores rurais, como poderão testemunhar os leitores nas 170 páginas do livro.
Ele é alvo de diversos depoimentos que confirmam o título que lhe dá o livro, de maior líder dos trabalhadores rurais de Ibiúna.
Ao contrário de outras entidades que não sobreviveram ao fim do imposto sindical em 2017, por falta de recursos financeiros, o Sindicato de Ibiúna vem se mantendo exatamente pelo reconhecimento dos bons serviços que presta aos seus 6.000 associados.
