PROCISSÃO DOS LAVRADORES – A MESMA FÉ QUE PRODUZ, MOVE A GRATIDÃO

Só quem lida todo santo dia com a plantação sabe como a fé é decisiva para mover os trabalhadores, empregados ou familiares, a produzir alimentos para a população. É uma missão sagrada.

Assim, a gratidão pelos resultados das colheitas o ano todo tem seu lugar garantido e reúne milhares de pessoas numa grande confraternização humana.

Foi o que aconteceu neste domingo (24) na cidade de Ibiúna, na 107ª Festa de São Sebastião e do Divino Espírito Santo, na grande Procissão dos Lavradores que desde a madrugada prepararam os tratores, seus instrumentos de trabalho, encheram caixas de seus produtos, e desfilaram pelas ruas da cidade.

Depois da tradicional missa no coreto da entrada da avenida São Sebastião, os tratores seguiram pela avenida, desceram a rua XV de Novembro, onde receberam as bênçãos com a água benta lançada pelos padres, e entregaram as caixas para o feirão de verduras e legumes na praça da Matriz, em prol da Igreja.

A missa da Procissão dos Lavradores oficiada pelo padre Fábio Rosário no coreto da avenida São Sebastião

A multidão que acompanhou a procissão mais uma vez pôde testemunhar a força da economia agrícola de Ibiúna que contribui de modo destacado para a alimentação de milhares de brasileiros e, de alguma forma, homenagear os produtores.

As crianças, presença que é garantia de que a tradição seguirá adiante, também desfilaram com seus pequenos tratores para a alegria de seus familiares que as acompanharam de perto. E que criança vai esquecer desses momentos tão marcantes em suas vidas?

Ibiúna e os ibiunenses estão de parabéns por manter esse festejo tão importante e significativo, como representação de sua força de trabalho e demonstração explícita de fé e esperança! (C.R.)

As crianças, conduzindo seus pequenos tratores, deram um toque de alegria à Procissão
Os pais, cuidadosos, seguiram junto com os filhos e, assim, a tradição está garantida

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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