IBIÚNA – POPULAÇÃO CONTINUA A SOFRER COM FALTA DE ÔNIBUS

Um dia depois de a Justiça determinar a manutenção dos horários e itinerários de ônibus que estavam funcionando antes do dia 16, sob pena de a Viação Raposo Tavares se sujeitar a multa diária de R$ 10 mil, caso não obedeça à determinação, a situação continuava a mesma na tarde de hoje (18), na Estação Rodoviária de Ibiúna.

Vitrine online esteve no local por volta das 13h e os usuários continuavam vendo a mesma tabela de horário com redução de linhas estabelecida pela empresa e confusos em busca de informação.

Sem informação tanto da empresa quanto da Prefeitura, alguns funcionários da empresa acreditam que, como o magistrado concedeu um período de 72 horas para a empresa adotar as medidas judiciárias, a nova tabela de horários e itinerários sejam implantados na segunda-feira.

REPETIÇÃO

Esse problema, que afeta dramaticamente a população, acontece mais uma vez, além dos períodos de férias escolares em que a frota tem sido reduzida. Aparentemente, a empresa vem pleiteando um “reequilíbrio contratual”, firmado em 2019, que vem sendo estudado pela Prefeitura, a fim de aumentar sua receita (e lucro) operacional.

Ocorre que essa questão não resolvida tem afetado diretamente toda a população que depende de transporte público para ir ao trabalho, às escolas, às compras, aos serviços de saúde, ou seja, enfim, que se vê seriamente restringido em suas necessidades e direitos de ir e vir.

A população não pode mais se sujeitar à volubilidade de uma empresa que não vem servindo satisfatoriamente, o que faz com que a Prefeitura, como concedente, tome as medidas necessárias em respeito aos direitos básicos dos cidadãos, a maioria pessoas simples que residem na zona rural do município. (C.R.)  

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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