IBIÚNA – SEQUÊNCIA DE FURTOS NA ÁREA CENTRAL DA CIDADE AFLIGE POPULAÇÃO

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Nos últimos dez dias ocorreram vários furtos na área central de Ibiúna, de acordo com fontes fidedignas que procuraram e relataram os fatos a revista vitrine online, registrados por câmeras de segurança particulares, nem todas publicadas.

Elas demonstraram preocupação quanto à possibilidade de banalização dessas e outras ocorrências mais graves, caso não haja a adoção de medidas preventivas efetivas, que possam coibir esses eventos que geram naturalmente sensação de insegurança na população.

Outro agravante, segundo o Conseg – Conselho Comunitário de Segurança, é o fato da maioria das vítimas não fazerem registro das ocorrências, isolando os crimes das estatísticas da Segurança Pública, como se não tivessem acontecidos.

De acordo com os relatos, somente no dia 10 de setembro, foram dois casos e uma situação de pânico na casa vizinha.

No primeiro, um eletricista teve rolos de cabos elétricos furtados da caçamba de sua caminhonete, às 8h19 da manhã, próximo ao Posto Central de Saúde.

O segundo ocorreu também de manhã. Houve furto a uma residência de um casal de feirantes da cidade, ao lado da garagem de máquinas da Prefeitura. Ao retornarem da feira, encontraram uma das portas arrombada. Os objetos no interior da casa estavam revirados. Segundo informações preliminares, uma quantia em dinheiro foi furtada.

O terceiro caso foi um alarme falso de um morador idoso que mora sozinho, vizinho do feirante, que achou que sua casa também estava sendo assaltada. Ficou trancado na casa numa situação de pânico, teve que chamar seus familiares que vieram socorrê-lo e conseguiram abrir a fechadura.

[Um dia após esses esses episódios, a cadeia de comando da GCM, por meio de uma Ordem de Serviço determinou a suspensão do patrulhamento preventivo realizado pelas viaturas, sem dar nenhuma justificativa para os agentes, ameaçados de punição caso descumpram a determinação.]

Depois de caminharem pela rua de modo dissimulado, um dos assaltantes pulou o muro, entrou na casa; no fim, ambos saem com os produtos do furto na residência no centro da cidade

ENTRE AS VÍTIMAS, UM IDOSO

Os criminosos voltaram a agir no dia 16 de setembro, invadindo uma residência na rua Montevideo, próxima à escola Laurinda; desse imóvel nada foi levado, porém os criminosos foram até a rua José Eugênio Machado, perto do Centro Odontológico Municipal, onde invadiram uma residência de um idoso, e levaram diversos pertences.

Na última sexta dia 17, os criminosos invadiram uma casa próxima ao Centro Cultural e Esportivo de Ibiúna, de onde furtaram diversos objetos de valor.

De acordo com as informações prestadas a vitrine online, mesmo com tantos crimes ocorrendo no município, ainda que as poucas viaturas estejam em péssimas condições mecânicas devido ao uso constante, os GCM’s continuam impedidos de realizar o patrulhamento preventivo, fato que facilita a ação dos criminosos.

Na realidade, eles somente podem deixar um dos quatro pontos fixos [três na cidade e um na base existente a caminho de Piedade] para atender ocorrências, devendo retornar ao local assim que forem concluídas.

SEM CÂMERAS

As mesmas fontes destacaram que Ibiúna é a única cidade da região que não dispõe de sistema de monitoramento de segurança. A central que existia foi desativada e as poucas câmeras retiradas pela empresa que prestava o serviço, impossibilitando a identificação de veículos suspeitos que entram e saem da cidade.

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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