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ENSAIO – VONTADE POPULAR DE RENOVAÇÃO POLÍTICA EM IBIÚNA NÃO DEVE SER SUBESTIMADA

renovação

Maus momentos políticos, como temos vivido aqui em Ibiúna, podem criar um impulso de recomeço pela necessidade que temos do novo, exatamente porque este simboliza a possibilidade de mudar uma situação indesejada.

Para quem ama a cidade e está ligado no processo eleitoral em andamento é notório que se formou em larga camada da população o sentimento de espera de um milagre da renovação, de um novo início na vida política do município. Estamos cansados da mesmice trapalhona e sem a menor graça, para não dizer, na verdade e com o perdão da palavra, que a população está de saco cheio.

O que se tem visto nestes dias correntes, a pouco menos de dois meses para as eleições é uma teimosia repetitiva de costumes políticos ultrapassados calcados na suposição de que as pessoas são mesmo incautas e facilmente manipuláveis com jogos de cena, de repente, tentando-se dar a impressão de que a cidade está sendo reconstruída.

Hoje mesmo ouvimos, mais de uma vez, que existe de fato a possibilidade de um milagre – um acontecimento excepcional do tipo que muda o rumo da história. E, olhando de modo sensível, é possível vislumbrar que ele, como desejo, está se apresentando por meio de cintilações em torno de quem se encontra tranquilo, centrado e confiante.

Trata-se da tranquilidade de quem está consciente do mundo tal como ele é, sem se deixar influenciar por nenhum tipo de ilusão ou de jogos escassos de princípios éticos e de atitudes morais transparentes. Se as pesquisas pregressas jamais exibidas além das fronteiras intimistas dos principais interessados tiveram seu efeito de estabelecer as referências para os arranjos partidários e a escolha de pré-candidatos a prefeito, isso parece estar mudando.

Há sinais de que se houve um esforço inicial, diga-se fugaz, para constituir-se um bloco oposicionista forte que desandou e abriu as portas para uma quantidade recorde de pré-candidatos, oito no total, as margens de garantia se esgarçaram, abrindo, repetimos, as portas para o advento de um milagre representado pela escolha do novo e diferente pela exaustão de uma forma de poder que deixou de se oxigenar.

Assim, parece que uma força está impulsionando de modo discreto, mas crescente, um novo início que está imerso no coração do povo, especialmente na gente da roça, como se costuma chamar por aqui, que está abrindo os olhos por estar cansado de promessas que não se cumprem.

Se há nestas linhas, mesmo que oculto, um desejo ou um sonho, não terá surgido do nada, mas das falas que se ouvem a boca pequena nas casas, nas conversas entre amigos, nos encontros no supermercado, nas filas dos ônibus que demoram a chegar, nos salões de cabeleireiros, nos bares, padarias, etc. Se isso não ocorrer, inevitavelmente haverá a repetição da mesma história que já se mostrou cansativa e estressante demais.

Se precisasse abonar estas observações, numa interpretação livre, talvez evocasse a ideia da filósofa Hannah Arendt (1906-1975), segundo a qual uma crise evoca o novo por meio de uma ação política que busca cuidar do mundo por meio da humanização [despertar para o novo] dos homens. (Léo Pinheiro)

 

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