ENSAIO – UM BOM PREFEITO É AQUELE QUE PROMOVE A FELICIDADE E NÃO A DOR DO POVO

prazer

Quando um homem assume um poder, como um prefeito de uma cidade, por exemplo, ele muda seu comportamento ou revela sua verdadeira face oculta atrás das máscaras que apresenta à população nas eleições. Alguns, raros, se caracterizam por atitudes sociais louváveis; a maioria, no entanto, se transforma em figuras diabólicas.

Se na primeira alternativa, um governo pode se pautar pela elevada consciência do significado de política e promover a alegria e a felicidade do povo, na segunda se torna estranho protagonista da dor e do sofrimento.

O sofrimento se apresenta em variadas formas de maus serviços oferecidos ao povo nas áreas da saúde, das estradas, no transporte público, da sujeira, da poluição ambiental, na escassez de possibilidades econômicas e, por que não?, no jeito desrespeitoso como os cidadãos são tratados e considerados em suas necessidades diárias de informações.

O governo do segundo tipo causa efeitos nefastos na mente das pessoas, provocando distorções deliberadas, seja por omissão ou ocultação de dados de interesse público, seja pelo medo que, de alguma forma, irradia na alma das pessoas mais singelas. Neste caso, entra o processo educacional que, em vez de enriquecer as pessoas de conhecimento que pode torná-las esclarecidas, contribui para sejam mantidas num “estado de inocência” de fácil manipulação.

Sabemos que muitas autoridades fazem de tudo para governar por meio do sofrimento que preenche todo o espaço mental e não permite a entrada de luz que permita enxergar os fatos com clareza, de modo que continuem carregando em silêncio as pedras ásperas a cada dia que laceram a alma.

Por isso mesmo é preciso dizer nas urnas logo mais um sonoro “não” à dor que nos impõem e um imenso “SIM” para o prazer proporcionado pelo bem-estar e a felicidade, que compõem os sonhos e desejos para a construção de uma nova identidade solar para a nossa cidade, dispersando as nuvens sombrias, como acontece depois das chuvas passa.

Que Ibiúna consiga eleger alguém que a ame verdadeiramente, que tenha um compromisso muito além do próprio umbigo, que ouça e respeite cada pessoa, sem preconceito, sem desprezo; que saiba ouvir o povo, em vez de alucinar; que tenha uma visão fundamentada na vida real de que fazemos parte da humanidade, e não de um feudo particular. Sorte. Precisaremos dela no dia 2 de outubro. (Léo Pinheiro)

 

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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