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OPINIÃO – EM QUE BRASIL QUEREMOS VIVER?

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Temos dois países. Um do Eduardo Cunha, do Renan Calheiros, das construtoras corruptas, da prefeita presa de Ribeirão Preto; do prefeito eleito e um bando de vereadores presos em Osasco; do Sérgio Cabral e sua digníssima esposa e seus milhões em joias, Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro; dos deputados e senadores que usam a calada da noite para legislar em causa própria, da Justiça que, em geral, tarda demais envolta pelo mito de poder intocabilíssimo. Hi! Esqueci de citar Dilma, Lula, Temer…

Um país, enfim, falido moral e economicamente, decepcionante, pantanoso, com abundantes exploradores inescrupulosos da dor, sangue e suor do povo e gatunos do dinheiro público que se locupletam da riqueza em detrimento do povo que vive à míngua e em permanente estado de sofrimentos de muitas formas. É também o país em crise institucional.

Um país em que estados poderosos como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – para citar os casos mais clamorosos – se encontram insolventes e lançam suas incompetências ou má-fé nas costas dos servidores públicos, atrasando salários, dividindo seu pagamento em prestações. A reforma da previdência social sob os holofotes do Congresso Nacional, alterando brutalmente as regras dos jogos das aposentadorias e, em si mesma, reflexo de sucessivos governos irresponsáveis cujo objetivo central é manter-se no prazer, mentindo sempre que necessário.

O outro é o país da indignação, da perplexidade, da opinião pública em efervescências que carrega faixas, camisas amarelas, saem às ruas, o que inclui até pessoas idosas, para pedir Justiça, fim da extensa corrupção público-privada, cujas consequências danosas comprometem a vitalidade de toda a nação, e condena gerações inteiras à perda de perspectivas auspiciosas quanto ao futuro.

O outro é o país de Sérgio Moro, um dos raros homens de coragem e exemplo vivo de conduta ética, moral e justiça justa, da Polícia Federal e do Gaeco, no território paulista, fazendo cumprir as determinações do Ministério Público e as decisões judiciais, prendendo personagens que se escondem atrás de fachadas poderosas e intimidadoras, mas que, na realidade nua e crua, estão mais para bandidos do que cidadãos de bem.

Se você acompanha o noticiário e se sente enojado com o que vê e ouve, saiba que faz parte de um coro de milhões de brasileiros que estão cansados de esperar Godot, isto é, aquilo que nunca virá e que é edulcorado com promessas vazias de verdade e a eterna postergação da felicidade que nunca chega. Lembra aquela imagem clássica que exibe um burro, que puxa uma carroça, andando atrás de uma cenoura amarrada na ponta de uma linha presa a uma vara, como estratégia do condutor para fazê-lo prosseguir a marcha conforme seu desejo.

Mas há um fato novo que vem se expandindo numa velocidade jamais vista antes, nas asas da Internet, especialmente nas redes sociais, amparadas por tecnologias cada vez mais eficazes e abrangentes. Hoje qualquer pessoa pode transmitir ao vivo fatos que antes ficavam ocultos e isolados da realidade social.

O País que queremos está surgindo como o Sol na aurora de um novo tempo e essas figurinhas que se exibem como plenipotenciários parecem mais seres pertencentes ao reino liliputiano do que dos grandes personagens que fazem a história acontecer como progresso e não como protagonistas de fatos que só nos fazem sentir vergonha do que vemos por parte daqueles aos quais delegamos nosso poder pelo voto. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

P.S.: A síntese do que foi escrito acima se encontra no sentimento de humilhação e impotência da população no momento em que se vê sem poder adquirir os bens e serviços de que necessita para si e para seus familiares [alimentos, remédios, assistência médica digna, combustíveis, etc.] cujos preços estão fora do controle e ao sabor da inflação. Esta é a realidade exposta diariamente aos brasileiros.

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