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GOVERNO “ENCABRESTOU” O POVO BRASILEIRO PELO EMPOBRECIMENTO E FALTA DE EMPREGO

Imagine, só por um instante, se o dinheiro não existisse. Lógico, ele existe e é o cabresto do mundo. Mas, pense que não e tenha essa referência para avaliar fatos relevantes que acontecem em todos os lugares. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, o resultado da votação, no dia 2, do processo que permitiria submeter o presidente Michel Temer ao julgamento do Superior Tribunal Federal – STF, poderia ter sido diferente.

Se o Presidente não tivesse anistiado bilhões de dívidas ruralistas, cedido generosamente emendas parlamentares e negociado cargos no alto escalão, promovido banquetes sofisticados – tudo envolvendo dinheiro grosso que pertence ao povo brasileiro – teria os votos que o salvou?

Pelo mesmo motivo, vimos um desfilar de parlamentares conchavados desfiarem o mesmo argumento – “em nome da recuperação econômica do Brasil e de suas instituições” – e darem a maioria de apenas 35 votos – que fizeram com que Temer somente venha a ser julgado depois de concluir seu mandato pela acusação feita pela Procuradoria Geral da República de ter cometido crime de corrupção passiva no escândalo da Lava Jato.

O espetáculo daquelas figuras engravatadas, alguns com gomalina no cabelo, justificarem seus votos, tinha um quê de comicidade, de representação de papel, de jogo de cena, de garantir poder e as generosidades oferecidas pelo Executivo Federal.

A história vai prosseguir, teremos que suportar o peemedebista Temer até o fim do seu mandato, se não houver nenhum fato novo de maior gravidade, engolir um sujeito saindo com uma mala cheia de dinheiro de uma pizzaria paulistana e a fortuna mobilizada para garantir votos de deputados sem nenhum compromisso com a sofrida população brasileira.

É isso mesmo – tanto o Executivo Federal quanto os parlamentares [há exceções que reverenciamos com todo respeito, nem todos fazem parte do jogo sujo que enlameia o País, de tanta corrupção] estão se lixando que há miséria, fome, desemprego em massa, saúde falida, insegurança pública jamais vista sobretudo nas capitais [o Estado do Rio de Janeiro vive em estado de guerra]. A violência provocada pela indústria das drogas e da corrupção que faliu tanto a administração pública estadual quanto a municipal, também tem o seu epicentro no dinheiro.

Essa situação que elegeu o Brasil como o país mais corrupto do mundo é uma das causas profundas da presença do medo na vida das pessoas, suas instituições estão abaixo do nível da crítica [a imagem pública de Temer tem uma desaprovação altíssima, quase absoluta – tudo isso nos remete ou deveria remeter para o despertar para uma libertação política mental. Isso é indispensável para que a bandidagem não mais seja eleita nas próximas eleições. Mas sabemos, tristemente, que os aproveitadores da fraqueza do povo saberão fazer uso do dinheiro para se manterem no poder.

Ninguém sabe exatamente o destino real dos recursos das emendas parlamentares destinadas para estados e municípios, o que é efetivamente aplicado em obras e serviços e o que fica pelo caminho nos tortuosos dutos por onde percorrem de forma invisível.

É, não dá para evitar, o dinheiro é o cabresto do mundo e, por isso, estamos pagando um preço altíssimo, exceto os privilegiados da corte que são beneficiados com fortunas, de diversas maneiras. Uma delas continua sendo objeto de investigação pelo juiz Sérgio Moro, que apura a famigerada Operação Lava Jato. (Carlos Rossini)

P.S.: Os comentários acima não isentam no cenário de responsabilidades os governos dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.

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