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SUICÍDIOS CRESCEM 12% NO BRASIL; PSIQUIATRA DÁ DICAS DE COMO LIDAR COM A DEPRESSÃO

O número de suicídios no Brasil cresceu 12% entre 2011 e 2015. Nesse período, houve 48.204 tentativas de suicídios e em média 11 mil pessoas tiraram a própria vida por ano, uma pessoa a cada 45 segundos. É a quarta maior causa de morte de brasileiros entre 15 e 29 anos. Idosos e índios aparecem com destaque nos resultados da pesquisa anunciados no dia 21, última quinta-feira, pelo Ministério da Saúde, com base no 1º Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por suicídio no Brasil.

Coincidentemente, na última sexta-feira, 22, o tema da entrevista com a psiquiatra Dr. Ivete Gattás, no programa “Cara a Cara” com o jornalista Carlos Rossini, na TVNG foi depressão. [Para ver o programa, basta clicar TVNG no Facebook ou Youtube]

“Entre outros transtornos mentais [como esquizofrenia, uso de drogas, transtorno bipolar] os quadros depressivos são as principais causas de suicídio”, afirmou Gattás.

A médica explicou que depressão é uma doença e não uma tristeza ou chateação simples que logo passa. “A palavra depressão se popularizou e uma pessoa diz ‘hoje estou deprimida’, mas isso não significa exatamente ao que a doença é.”

De acordo com Gattás, existem algumas características que podem indicar a doença depressiva. Os sinais suspeitos incluem, por exemplo, uma pessoa que fique triste por duas semanas, tem alterações no sono, no apetite, na libido; alterações na capacidade de pensar e de avaliar, acompanhadas de ideia de morte e de suicídio que pode ou não se consumado.

SENSAÇÃO DE DESESPERO

Antes que a tentativa ou o suicídio ocorra, a pessoas, não importa se criança, adolescente, adulto ou idoso, dão sinais do que estão sentindo. Na verdade, os episódios factuais são resultado de um planejamento que ocorre na cabeça das pessoas. “A pessoa tem uma sensação de desespero que a leva a crer que nada vale a pena para mantê-la vivendo.”

Pessoas nesses condições aparentemente se afastaram de uma rede social, familiar, que lhe dê o apoio necessário para livrar-se da congestão de pensamentos negativos.

“Elas precisam de boas memórias e bons vínculos, boas relações para se sentirem protegidas. Há fatores desencadeantes, como perda súbita de emprego, a perda recente de uma pessoa querida, uma separação traumática e, por isso mesmo, se torna necessário que haja a inclusão em redes sociais afetivas.”

No fundo, as pessoas depressivas podem ter perdido o vínculo com os elementos de “prazer de viver”, que são “reforçadores da vida”. Entre estes, há pessoas que procuram alternativas como lazer, diversão, atividades culturais e esportivas, “e isso faz uma diferença muito grande”. Há quem busque “reforçadores imediatos como drogas, bebidas, atividades que exigem adrenalina”.

SOFRIMENTO INSUPORTÁVEL

Em suma, a psiquiatra sintetiza que a morte para o suicida representa “livrar-se de um sofrimento insuportável”, mas há casos em que a tentativa se frustra [o indivíduo não morre] e acontece que a pessoa “consegue modificar sua percepção da realidade e modificar seu sofrimento e a dor física”.

Gattás lembra que tentativas ou consumação do suicídios “não acontecem somente com adultos, crianças e, principalmente adolescentes, podem sofrer depressão grave, assim como idosos, onde o índice de mortandade é muito elevado, assim como os índios, no caso do Brasil. O idoso quando decide se suicidar, ele morre mesmo.”

DICAS CONTRA A DEPRESSÃO

No fechamento da entrevista na TVNG, Gattás deu três dicas simples, mas essenciais, visando evitar que ocorra um suicído:

  1. Se existem transtornos mentais, é preciso trata-los;
  2. Se a situação está muito adversa e a pessoa não está tendo como lidar com ela, é preciso provê-la de recursos e evitar que fique sozinha e desamparada em momentos mais difíceis;
  3. Tentar estabelecer vínculos sociais. Existem muitos trabalhos que mostram que ter uma fé religiosa ou que funciona como fator de proteção. Na realidade uma vida espiritual que valorize questões materiais do dia a dia é um fator de proteção contra o suicídio.

CVV

Em caso de precisar, ligue para o Centro de Valorização da Vida – CVV, que realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio 24 horas. O número é 141.

NOTA DA REDAÇÃO: Veja a entrevista completa com a psiquiatra Ivete Gattás na TVNG que foi ao ar no dia 22.9, no Facebook ou no Youtube. Isso pode ajudar você a salvar a vida de alguém em sua família ou nas suas relações sociais de amizade. (Carlos Rossini)

 

 

 

 

 

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