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EXCLUSIVO – OCTOGENÁRIA, RODOVIA BUNJIRO NAKAO TEM MUITAS ARMADILHAS NO TRECHO IBIÚNA-PIEDADE

A revista vitrine online percorreu na manhã desta quarta-feira (8) todo o trecho da rodovia Bunjiro Nakao, entre Ibiúna e Piedade, onde têm ocorrido frequentes acidentes de trânsito graves e com óbitos.

E concluiu: apesar de sabermos que 30% dos acidentes que ocorrem nas estradas brasileiras se devem ao alcoolismo, sendo os demais fatores também atribuídos a falhas humanas, como imprudência, imperícia, más condições dos veículos, desrespeito às leis do trânsito, há, no caso da rodovia Bunjiro Nakao, especialmente no trecho em foco, condições adversas para os condutores, sobretudo para aqueles que não conhecem a estrada.

Mas nada, nada justifica os abusos que motoristas irresponsáveis que põem em risco a vida de muitas pessoas, fazendo ultrapassagens inesperadas e perigosas, em lugares proibidos, com clara sinalização de faixas duplas no solo, causa de muitas colisões.

OCTOGENÁRIA E PERIGOSA

A atualmente denominada rodovia Bunjiro Nakao, foi iniciada em 1928, por iniciativa dos próprios ibiunenses, que se encarregaram de fazer a ligação entre Ibiúna e Vargem Grande, numa distância de aproximadamente 32 km.

Em 1933, o governo estadual deu início a uma estrada de ligação com o Paraná. Chamava-se então rodovia São Paulo-Paraná e foi inaugurada em 1934, portanto a rodovia Bunjiro Nakao está em uso há oitenta e três anos. Mais tarde, recebeu o nome de Rodovia Bandeirantes, depois SP-250 e, finalmente, Bunjiro Nakao.

É relevante saber que a estrada foi construída para servir a um tráfego de veículos próprio da época e, obviamente, até insignificante com o que ocorre atualmente. Apesar de ter cumprido um papel relevante como meio de mobilização de pessoas e de produtos, ficou obsoleta e, mais uma vez, perigosa.

O trecho entre Ibiúna e Piedade, de cerca de trinta quilômetros, é constituído por muitas curvas cegas, sinuosidades, subidas e descidas que podem surpreender os motoristas a qualquer momento, sobretudo, também, por causa dos condutores inconsequentes.

A já anunciada e decantada duplicação da rodovia, teve como a mais recente referência o anúncio feito pelo governador Geraldo Alckmin sobre a abertura de licitação para duplicar um trecho de 13,9 quilômetros, entre Vargem Grande e Ibiúna; portanto, não contempla nenhuma melhoria no trecho entre Ibiúna e Piedade.

 

O QUE FAZER?

Em situação em que as circunstâncias se mostram tais como são, resta à população ser advertida sobre possibilidades e conhecimentos necessários para se proteger na rodovia, enquanto melhorias efetivas não sejam implantadas.

Uma alternativa é a direção defensiva ou condução defensiva. Essa expressão indica procedimentos que devem ser adotados pelos motoristas para prevenir ou minimizar as consequências dos acidentes de trânsito.

Em termos simples: se a rodovia é sabidamente perigosa, por sua própria estrutura física e por haver motoristas que podem surpreender provocando riscos, a cautela deve ser tomada o tempo todo. “Ficar atento e esperto”, na linguagem popular.

A direção defensiva é baseada na noção de que em um acidente sempre está presente uma falha humana relacionada com negligência ou imperícia. A direção defensiva preconiza que o motorista tenha um papel ativo na eliminação dos fatores que possam vir a causar acidentes.

Os motoristas devem conhecer e respeitar as leis de trânsito, conduzir os veículos somente que estejam em condições adequadas e estar atentos para “as condições adversas que podem ser encontradas durante a condução”.

No Brasil, a Resolução nº 168/04, de 2004, exige que todo motorista passe pelo curso de direção defensiva, seja para obter ou renovar sua habilitação.

MOTORISTAS ABUSAM

No trecho entre Ibiúna e Piedade, a quantidade de curvas cegas constitui um fator, por si só, que merece a maior das atenções. A qualquer momento pode surgir em sua frente outro veículo [muitos caminhões pesados circulam por ali] com risco de colisão. As ultrapassagens feitas por irresponsáveis e em lugares proibidos também é um fator de alto risco.

O cenário de abusos é muito frequente, como pudemos observar. Para citar alguns exemplos, durante o trajeto que realizamos na última quarta-feira, fomos ultrapassados pelo menos três vezes em locais proibidos claramente sinalizados – por dois caminhões-baú e um furgão. Em direção a Piedade, quase tivemos que sair para o acostamento, quando o motorista de um automóvel preto decidiu inopinadamente ultrapassar um caminhão, mas resolveu retroceder na hora h.

Já próximo da cidade de Ibiúna, um caminhão-baú de pequeno porte entrou na pista de repente, em nossa frente, e passou a ziguezaguear na pista para provocar uma descarga de água que se encontrava dentro do veículo. (Carlos Rossini)

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