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BEM-VINDO, 2018! – QUE TODOS POSSAM FAZER BOM USO DA RAZÃO E DA FÉ!

A consciência é o centro de nossas vidas. Nossa existência é determinada por ela, por meio dos nossos sentidos – visão, olfato, paladar, audição e tato. É como percebemos e interagimos com o mundo exterior e com a nossa própria existência interior.

Quando a nossa capacidade de perceber se extingue e nossa consciência se apaga, deixamos de existir. Nossa vida, desde que nascemos, segue um fluxo de despertamento que nos permite compartilhar nossa existência com os outros.

E é exatamente nesse ponto que vem a parte boa e também os desafios. Se considerarmos, mesmo provisoriamente, que não existe um eu permanente e fixo e que somos transitórios, como também acontece com os fatos da natureza próxima e cósmica, então talvez seja necessário “sacudir a poeira e dar a volta por cima”, isto é, decidir como viver a cada instante.

Assim, como temos uma personalidade “variável” e mesmo insustentável, pois sempre estamos diante do perigo de sermos envolvidos pelos nossos próprios sentimentos e, por isso mesmo, não prestarmos atenção suficiente nas consequências de nossos atos.

Na verdade, na maior parte do tempo, não percebemos com clareza nossos pensamentos, sentimentos e atitudes e acabamos por confundir nossas intenções, os meios que utilizamos e os objetivos que pretendemos alcançar.

O conflito entre a razão e a fé faz parte da história da humanidade e nos atinge individualmente hoje, aqui e agora, ainda que aparentemente, isso passe de forma despercebida. A razão é uma forma especial de consciência e de percepção e foi descoberta pelo homem grego, há pouco mais de dois mil anos. Antes disso, as pessoas eram guiadas pelos mitos que eram passados de uns para os outros somente com as palavras, pois a escrita ainda não existia. A razão e a ciência se deram os braços e vêm caminhando juntas, abrindo novos horizontes para a libertação objetiva dos homens, ainda que não tenha resolvido as grandes questões humanitárias relacionadas à justiça, à ética, à moral.

O homem capitalista, que explora a sociedade em seu próprio proveito, continua sendo o lobo do homem, mas já paga um preço que sinaliza que poderá estar com os dias contados, pois a Terra [Natureza] já começa a dar mostras dos catastróficos efeitos do que eu chamo aqui de “progresso selvagem”.

Por outro lado, a fé, no longo debate filosófico sobre esse tema, é vista como uma forma irracional de viver, pois se fundamenta em crenças que são abstratas. Crer é uma abstração na medida em que o objeto da crença não é visível, audível ou contatável de modo objetivo.

Na linha da história, há os que acreditam que só a razão pode garantir um conhecimento seguro para o homem; por outro, há os que consideram que um homem sem fé [sem Deus] se sente perdido no mundo e que, por isso, se vê prisioneiro de uma sequência de conflitos consigo mesmo e com os outros.

Agora, sim, podemos reiterar nossos bons votos de que você, leitor, possa fazer bom uso da razão e da boa fé em 2018. Quer queira ou não, você [todos nós] estaremos cara a cara com outros seres humanos em uma diversidade de lugares [como nossa casa, o ambiente do trabalho, nas ruas, nas escolas, nos meios de transporte, etc.].

Nosso destino, então, dependerá de como faremos uso de nossa capacidade de refletir, perceber e fazer escolhas que libertem nosso espírito da repetição, da mediocridade, de nossos desconhecimentos éticos e morais e mesmo da responsabilidade que devemos tomar pelas nossas vidas e respeitar o próximo, mas de uma nova maneira despojada dos sombrios tempos da ignorância provocada tanto pelo mau uso da razão quanto dos conflitos absurdos entre as diversas doutrinas religiosas. Feliz Ano-Novo, para todos! (Carlos Rossini)

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