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ATÉ QUANDO [POLÍTICOS BRASILEIROS CORRUPTOS] ABUSARÃO DE NOSSA PACIÊNCIA?

As palavras Cícero (106 – 43 a.C.), senador, cônsul e escritor romano, ditas em seu ambiente e cenário históricos, cabem, como mão e luva, no atual cenário político e econômico brasileiro.

“Ó tempora!, Ó mores!” [Ó tempos!, Ó costumes!”]. Essa expressão ele utilizou para combater um adversário político, que, do seu ponto de vista, ameaçava a segurança do Império Romano. “Até quando,…, abusarás de nossa paciência?”, indagou sobre as supostas ações nefastas de seu opositor.

Essas manifestações são conhecidas em todo o mundo e repetidas para indicar indignação diante de situações de decadência moral e de atentado contra o bem comum da sociedade, como acontece atualmente no Brasil.

É inacreditável como 207 milhões de pessoas se deixam subordinar, em nome da lei, da ordem e do “progresso”, a um grupo de personagens [instaladas nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário] naturalmente transitórios que usam e abusam de suas prerrogativas, se lixando para a nação brasileira que, a cada dia, se esfarela impiedosamente.

Nada é pessoal, não se trata da figura do presidente da República em si, mas ele sintetiza como símbolo do poder. Está doente, mas aconselhado por seus assessores sai de camiseta, a fim de se mostrar saudável. O mesmo foi feito pelo presidente-general João Baptista Figueiredo, que se mostrou vestido de uma sunga apenas, para dar aparência de saúde e, depois, todos sabem que aconteceu.

Em relação ao Congresso Nacional, há os personagens mais salientes e comprometidos com atos de corrupção e a miudeza que se mimetiza no amplo plenário das suas casas e que compõem os mais vergonhosos papéis de que se têm em conta e nem mesmo se culpam porque buscam o prazer a qualquer preço, que a dor seja uma conta paga pelos milhões de brasileiros que estão morrendo de fome, de violência e de uma variedade de doenças típicas de um país enfermo ética e moralmente.

No poder judiciário, os personagens mais celebrizados se encontram exatamente na mais alta corte de justiça do país, o Superior Tribunal Federal, varrido pelas redes sociais e objeto de escárnio e zombaria de que nunca se conheceu na história do Brasil. Personagens como Gilmar Mendes, para citar um exemplo insólito, se transformaram em ícones da mais notável manifestação de desprezo da opinião pública.

Utilizando uma lente de ampla visão, sabe-se que todos os envolvidos têm uma data de validade biológica determinada. Viverão um tempo, farão coisas e deixarão suas marcas nefastas, aparentemente no geral, e muito pouco, ou quase nada, de algo de que seus descendentes possam se orgulhar.

Com eles, o país está doente e moribundo, chega a ser ridículo saber que a Petrobrás faz acordo de bilhões de dólares [nos Estados Unidos, para pagagamento de investidores], a fim de encerrar um processo, enquanto o preço da gasolina (e do gás liquefeito) se transforma a cada dia no mais novo meio de fazer sofrer o povo. Nada faz sentido. O país inteiro recende o que atrai os urubus!

Faz-se urgente que a sociedade brasileira desperte e rompa com os padrões que a hipnotizam na mesma proporção em que o futuro se oculta por trás de uma treva que nada deixa antever. O julgamento de Lula, e sua provável condenação, irá mesmo paralisar e destruir o país? A somatória da reforma trabalhista e da pretendida (custe o que custar na conta do atual governo desmoralizado) reforma da previdência irão salvar o país da miséria em que se encontra? O Brasil estaria reinventando (quem diria, heim!) uma visão do mundo em que possa haver uma nação sem que seu povo exista?

A visão tradicional dos fatos em nua realidade está em notória decadência, enquanto a ciência e da tecnologia dão passos cada vez mais acelerados. A nova realidade exige que despertemos e hajamos, mas que não continuemos fingindo [adormecidos] sine die que há motivos para ter a esperança ingênua de que esses homens de má-fé mudem seu comportamento por uma geração espontânea de um senso de responsabilidade que dão mostras não possuir. (Carlos Rossini)

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