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SER GENTIL NADA CUSTA, MAS VALE MAIS DO QUE OURO NAS RELAÇÕES HUMANAS

É difícil escrever sobre gentileza num mundo embrutecido em que vivemos. Mas é necessário e indispensável facilitar as relações interpessoais diárias entre vizinhos, no trabalho, em casa, na escola, no trânsito.

Na origem, a palavra significa ‘da mesma família ou clã’, ou seja a gentileza tem o poder de tornar as pessoas “familiares” entre si, o que pode estabelecer um clima de mútuo respeito.

Ser gentil, amável, delicado, cordial e se comportar de modo educado cria laços emocionais relevantes. Agradecer, cumprimentar, saber elogiar, auxiliar alguém, ouvir com interesse genuíno, dar atenção, respeitar são algumas modalidades simples e práticas e que não custam nada praticar.

Um médico que trata seus pacientes com gentileza e educação está tendo uma atitude terapêutica da maior importância, além de suas ações práticas de diagnosticar e definir o tratamento.

Os alunos que respeitam os professores e vice-versa, os professores que são gentis com seus alunos têm tudo para estabelecer relações produtivas e reciprocamente eficazes social e pedagogicamente.

A gentileza entre pais e filhos, muito pouco praticada, infelizmente, pode ser o principal meio de gerar a felicidade dentro e fora de casa, promover estados mentais positivos e confiabilidade.

A gentileza define como uma pessoa é e seu modo de viver com os outros. Charles Chaplin, todos conhece o Carlitos do cinema mudo, nos traz um presente oportuno. “Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência [incluindo a artificial], precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”

Pequenas frases são potencialmente portadoras de sentimentos de gentileza que o outro recebe como mensagem positiva e empática: “Bom-dia!”, “Obrigado”, “Boa sorte em sua nova atividade”, “Seu aspecto está ótimo”, “Sim, posso ajudar”, “Posso ajudar?”, “Fique à vontade”, “Já, já, o atenderemos”, “Claro, pode falar”, “Desculpe, a falha foi minha”, “Tem razão”, “Entendi”, “Compreendo”… são tantas as possibilidades para ser gentil sem nenhum custo financeiro.

É oportuno lembrar que a gentileza tem o poder de gerar gentileza, ou seja, você receberá de volta, pelo menos em princípio, aquilo que irradiou por meio de palavras e gestos, de um jeito calmo, sereno, equilibrado. Dá certo, até mesmo em situações perigosas e inesperadas.

Jean Piaget, o famoso psicólogo e filósofo suíço, um fundamentador de teorias pedagógicas praticadas em todo o mundo, diz: “A afetividade [sentimento amoroso] é uma condição necessária na constituição da inteligência.” Então, eis uma dica importante para você desenvolver sua inteligência sendo gentil com os outros.

Por último, mas não menos importante, a gentileza deve contribuir decisivamente para a saúde mental das pessoas, ao criar um clima de confiança mútua, que gera segurança nos relacionamentos e permite que elas se imaginem vivendo num mundo [que nesse clima é real] em que a inspiração é o amor a si mesmo e ao próximo.

Uma cidade em que a gentileza faz parte dos hábitos diários conta com um clima favorável para realização dos seus projetos. (Carlos Rossini)

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