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DÁ CALÁFRIOS – COLLOR, TEMER, BOLSONARO INTEGRAM LISTA DE CATORZE NOMES DE PRÉ-CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA

A lista de catorze nome de prováveis pré-candidatos à Presidência da República dá calafrios nas almas mais sensíveis e melhor informadas sobre a história real do Brasil. As expectativas deste escriba, portanto, são quase nulas quanto a possibilidades de haver melhoria tanto estrutural quanto funcional, muito menos ética e moral, na administração pública no imenso território verde-amarelo e azul anil. Tomara que esta perspectiva esteja incorreta.

Lê-se ali o nome de Fernando Collor de Mello , 68, pelo Partido Trabalhista Cristão. Desculpem, mas até o nome do partido relacionado ao candidato parece um chiste! Tirando crianças, adolescentes e um bom número de jovens, não há adulto que não se recorde da destrutiva e mortal conduta desse personagem nefasto para a história do Brasil e de péssima lembrança.

Quando ele determinou, logo depois de tomar posse, o sequestro do dinheiro da nação brasileira foi como se o demônio tivesse incendiado o País. Provocou mortes por infarto em muitos idosos e até mesmo suicídios. Sua irresponsabilidade [acabou impedido de governar por um processo de impeachment em 1992] foi muito além dos limites humanamente toleráveis.

A podridão do seu mandato [durou dois anos] se espalhou e se misturou a crimes estranhos, tipo queima de arquivo, a morte do irmão Pedro que o denunciou, a leviandade como tratou as coisas públicas, os escândalos cuja repercussão talvez ainda estejam ecoando pela terra descoberta por Cabral.

Acabou sendo eleito senador por Alagoas, o que prova que se o rei tem memória curta, os súditos parecem não ter memória alguma, pois levou para o Senado da República um infame. As pessoas que se aposentaram em 1992, por exemplo, até hoje amargam a grande perda que tiveram por um ato de expurgo inflacionário arbitrário do presidente Collor.

Então, esse cavalheiro empertigado na época, com nariz empinado, como se fosse um ditador, subindo e descendo a rampa do Palácio do Planalto, vinte e seis anos depois, demonstra a pretensão de retornar ao cargo máximo do Executivo Nacional. Um absurdo de máxima acidez. Mesmo do jeito em que se encontra, o Brasil não merece tanto mal assim.

Agora que tal falar de Michel Temer, 77? Sim, ele mesmo, também pretende se candidatar para “reeleição”, pelo MDB, tanto um quanto outro com o mais rasteiro prestígio público. Temer está a poucos passos de ter a reprovação de cem por cento dos brasileiros, tal o desastre do seu governo, incompetente, que tantos estragos causou e está causando à população brasileira.

A reforma trabalhista, os milhões de desempregados, a entrega do território brasileiro a multinacionais para explorar as riquezas minerais, as doenças, a falência do atendimento médico, a compra de votos dos parlamentares, a pretendida reforma da Previdência porque, aparentemente, não bastava amordaçar e prejudicar os trabalhadores, seria preciso também humilhá-los, como se estivéssemos na Idade Média.

Um presidente que somente decepcionou e fez mal para os brasileiros não pode pretender também enganá-los pretendendo uma reeleição. Na verdade este termo não lhe abe bem, porque foi eleito na chapa de Dilma Rousseff, igualmente nefasta, porque talvez jamais seria eleito se fosse o candidato.

De Jair Bolsonaro, 62, nem pretendo falar porque passou a ocupar o papel de um personagem imaginário feito para atender a um público rígido em suas convicções, como se ele encarnasse o papel de autoridade moralizadora que irá redimir o País da miséria, da corrupção e da vergonha. Essa tendência se repete na história de se criar o mito de um salvador, que invariavelmente se mostra um equívoco. Em suma, ainda teria que falar de tantos outros, mas vou poupá-los e também a mim. (Carlos Rossini)

A LISTA

Os partidos políticos têm de 20 de julho a 5 de agosto prazo para realizar suas convenções e inscrever seus candidatos no TSE até o dia 15 de agosto de 2018, um dia antes do início da campanha eleitoral.

*Os nomes abaixo somam dezesseis pré-candidatos, mas há situações que precisam ainda ser definidas como é o caso de Henrique Meirelles e Michel Temer, do MDB, será um ou outro; tem o caso de Lula que está preso e enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Tudo indica que mantida essa situação deverá haver uma composição do PT com outros partidos.

Álvaro Dias, 73 (Podemos); Cabo Daliolo, 42 (Patriota); Ciro Gomes, 60 (PDT); Fernando Collor de Mello, 68 (PTC); Flávio da Rocha, 60 (PRB); Geraldo Alckmin, 65 (PSDB); Guilherme Boulos, 36 (PSOL); Henrique Meirelles, 73 (MDB)*; Jair Bolsonaro, 55 (PSL); João Amoêdo, 55 (Novo); José Maria Eymael, 78 (PSCD); Joaquim Barbosa, 63 (PSB), Luiz Inácio Lula da Silva,72 (PT)*; Manuela D’Avila, 36 (PCdoB); Marina Silva, 60 (Rede); Michel Temer,77 (MDB)*.

 

 

 

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