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É VERDADE QUE HERMES ANDOU PELAS RUAS DE IBIÚNA DE MADRUGADA?

Talvez um frentista de posto de combustível ou balconista de farmácia 24 horas, ou algum policial em ronda noturna, quem sabe um ou outro notívago. Alguém pode me dizer se é verdade que Hermes andou pelas ruas de Ibiúna de madrugada?

Tomo essa iniciativa de indagar porque se isso de fato tenha acontecido é sinal que a cidade de Ibiúna poderá ser agraciada com um dos mais importantes dons atribuídos aos seres humanos: interpretar a realidade dos acontecimentos e também do que se escreve e se fala.

Um leve toque no celular e chega brevíssima e entrecortada mensagem: “Ele está aqui! Veio em missão encomendada para ajudar o povo a viver melhor! A aprender a ler as coisas como elas são e não de forma nebulosa!”

A última frase foi sinal de que poderia estar se referindo a Hermes, uma figura que, guardadas as proporções poderia ser um “jornalista divino”, aquele que produz e lança notícias para a sociedade. “Informação é poder”, sempre esteve em moda dizer entre os poderosos.

Por isso, preciso saber de Hermes, caso tenha passado pela praça da Matriz, pela rua XV de Novembro ou Pinduca Soares ou São Sebastião ou Maria de La Farina Milani. Talvez tenha sentado na praça do Fórum embaixo das árvores ou na singela pracinha em frente ao Paço Municipal.

Estava, por certo, procurando alguém para passar a mensagem de emissário que lhe fora atribuído pelos deuses, apreensivos com a situação limiar do município. “O povo é seu destinatário final”, apareceu em mensagem posterior que iluminou a tela do celular.

Por gentileza, se o tenha visto nos informe, oxalá continue entre nós, disfarçado de morador de rua.

Hermes é um deus grego e a palavra hermenêutica significa interpretar, declarar, anunciar. Sua missão há milhares de anos é ser o mensageiro do Olimpo. Trazer as notícias enviadas pelos deuses aos homens. É um deus intérprete capaz de transformar tudo o que a mente humana não compreende pelos seus próprios esforços e limites. Decifra tudo o que é incompreensível para os homens.

Na realidade, desejo contatar esse deus e pedir a ele que me ajude a compreender o que acontece entre nós, porque, me parece, estamos estacionados em um estranho limiar à espera de acontecimentos auspiciosos. Quero perguntar a Hermes se há alvíssaras, ou seja, se ele veio nos trazer boas notícias. (Carlos Rossini é editor da revista vitrine online)

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