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CAMPANHA ELEITORAL EM CURSO PARECE UM RUMOR SELVAGEM

A campanha eleitoral em curso no Brasil mais se parece com um rumor selvagem pela conquista do poder a qualquer custo do que algo que poderia ser considerado um processo político civilizado, como seria de se esperar de uma nação com 208 milhões de habitantes, em pleno século XXI.

A movimentação dos candidatos – sobretudo à Presidência da República e aos governos estaduais – suas falas e gestos refletem uma suposição de que os eleitores não conseguem domesticar seus pensamentos selvagens e enxergar a realidade com a clareza necessária.

A baixaria – as notícias falsas postadas em escala jamais vista, por meio das redes sociais, a manifestação explícita de ódio, rancor, sadismo, mau-caratismo, insultos, infâmias e maldades de toda ordem – tem como denominador comum a desumanização explícita como falta de respeito à vida dos brasileiros.

A falta de educação básica – fruto de um sistema de ensino persistentemente medíocre e equivocado – é visível, assim como a ignorância de nós, brasileiros, que parecemos arrastados para um túnel cuja saída fica à beira de um precipício.

No cenário geral parece não haver alternativa, além das ilusões emergentes sobre este ou aquele candidato que no imaginário popular pode parecer a solução para o caos instalado no país que lembra o purgatório de Alighieri.

O cheiro de enxofre parece atrair multidões que supostamente esperam um salvador da pátria. Parecem clamar por um autoritarismo como se este resolvesse ou pudesse resolver questões socioeconômicas complexas regidas pela concentração injusta e impiedosa de renda.

É preciso avisar que entre a teoria da discurseira eleitoral e a prática dos eleitos há uma distância considerável, por serem momentos diferentes entre si, o que equivale a dizer que o que se promete com o objetivos de convencer a massa emocionalmente e conquistar seu voto é uma coisa; outra, é a realidade quando assumem o poder.

Aparentemente, os jogos praticados apresentam diversas alternativas, mas, de fato, não há alternativa alguma. Os brasileiros, na realidade, poderão eleger um personagem político autoritário – e isso, na prática, poderá se tornar apenas uma falácia – ou um representante da moderação, da ordem e do progresso que, igualmente, fará muito pouco em termos evolutivos para a nação.

Um país com 35 partidos e outras dezenas em formação não pode ser considerado maduro politicamente. Essa fragmentação não deixa o mínimo espaço para se instalar uma ideologia política digna desse nome. Aliás, quem estuda a história dos partidos políticos no Brasil sabe que são apenas representações de frações militantes político-culturais de diversas tonalidades.

Um desses partidos, surgido de um apelo a um esquerdismo trabalhista, deu um vexame histórico sem precedentes. E está fazendo tudo de para retomar o poder do qual foi defenestrado.

Enfim, a imagem preocupante nesse concerto cacofônico é o estado mental da população que anseia por um mito salvador da pátria, função que humildemente entendemos para a qual nenhum dos pretendentes se mostra capaz.

Esta semana, o autor destas linhas, recebeu uma ligação de um instituto de pesquisa. Avisei o pesquisador: sou jornalista e publicitário. Ele: “Não tem importância, se responder com honestidade.” Achei legal e respondi a todas as questões disciplinadamente. Fui honesto em todos os quesitos, só espero não tê-lo frustrado. Minhas respostas refletiram exatamente o que penso e sinto sobre o assunto.

Lamentavelmente, para todos os candidatos, não me deixo influenciar por mentiras, promessas vãs, xavecos e outras formas de engodos. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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