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“MANO VÉIO” – UM LIVRO IMPERDÍVEL PARA QUEM AMA A CULTURA NORDESTINA

“Daqui gostaria de aproveitar esta toada para falar sobre Amorim Filho. Ele é o maior porta-voz do sertão e do nordestino.”

Assim, Luiz Gonzaga (1912-1989), compositor e cantor brasileiro, conhecido como Rei do Baião e considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira, referiu-se a Amorim Filho, protagonista do livro Mano Véio, escrito pelo jornalista e escritor Antoninho Rossini.

Mano Véio será oficialmente lançado nesta terça-feira (23) na Livraria da Vila, da Alameda Lorena, 1.731, localizada nos Jardins, em São Paulo, das 18h30 às 21h30.

O evento, com a presença de Amorim Filho, terá a apresentação da banda Águias do Forró que abrilhantará a noite de autógrafos.

CABRA ARRETADO

Antoninho Rossini informa que o “livro conta a história dos caminhos trilhados por Amorim Filho, desde São Gonçalo, no sertão da Paraíba, até sua chegada a São Paulo, para realizar seu sonho de trabalhar em rádio”.

“Começou como ‘locutor’ em um modesto serviço de alto-falante, depois, em emissoras de Natal, no Rio Grande do Norte, e, em Cajazeiras, na Paraíba. Em março de 1971, aos 22 anos, viajou de ônibus para São Paulo com o objetivo de vencer na profissão.”

Não apenas venceu, mas marcou uma presença indissociável de um estilo que o consagrou. “Amorim Filho popularizou o forró e as artes nordestinas pelas ondas do rádio”, resume o escritor.

Amorim Filho trabalhou em algumas emissoras nas funções de rádio escuta, redator e locutor. Ao se transferir para a Rádio Bandeirantes, enfim encontrou o espaço para tornar seus sonhos realidade. Encantou seus ouvintes como setorista dos aeroportos de Congonhas e Cumbica. As frases que criava como um repentista e reportagens com estilo próprio tornaram-se objetos de estudos acadêmicos, sobretudo nas áreas do Jornalismo e da Linguística.

Criou programas voltados para projetar a música e o folclore nordestinos, como “Nas Quebradas do Sertão”, que conquistou notável sucesso, e “Forró da Band”. Atualmente, tem uma imensa legião de ouvintes no Forró Nativa, pela Rádio Nativa FM 96,1 Khz.

Ele e o irmão “Mano Novo” promovem manifestações artísticas nordestinas por meio do programa de rádio e na realização de shows sempre lotados.

Para os ouvintes de Amorim Filho, que se tornou “Mano Véio”, aviões se transformaram em “pássaros de prata” e helicópteros, “aviões de rosca”, que chegavam ou partiam, e se transformavam em notícias, sobretudo relacionadas com passageiros famosos, como artistas, políticos, atletas, autoridades. Também informava sobre eventuais atrasos em saídas e chegadas de voos.

“Mano Véio”, contador de “causos” e histórias impagáveis de assombração, mantinha ouvintes grudados no rádio em todo o Brasil.

A narrativa elaborada por Antoninho Rossini flui com a simplicidade que o tema exige e reflete o respeito conquistado por Amorim Filho, cujo sucesso se vincula à presença dos milhões de nordestinos espalhados pelo Brasil, que “matam a saudade” de suas terras ouvido as histórias contadas por “Mano Véio”.

PROTEÇÃO CONTRA INVEJA

Todos os dias no encerramento do seu programa Forró Nativa, Amorim Filho repete a Oração do Padre Cícero para proteger contra a inveja, que assim começa:

“Pelas lágrimas divinais/ Livrai-me dos invejosos/ E das mãos dos criminosos/ E dos laços de satanás./ Para botá-los pra trás,/ Deus na frente, paz na guia.”

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