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IBIÚNA – O QUE ERA RUIM NA ESTRADA DA CACHOEIRA FICOU PIOR

Desde maio de 2015, a revista vitrine online vem publicando matérias apontando a extrema necessidade de se construir uma calçada no trecho inicial da Estrada da Cachoeira, que teve sua população aumentada depois da ocupação das residências do “Minha Casa, Minha Vida”.

Na ocasião, a revista noticiou o grave problema de segurança – de quedas e atropelamentos, como de fato houve e noticiamos – a que estão sujeitas as pessoas que, para ir ou voltar da cidade a pé, caminham por uma valeta irregular, frequentemente coberta de mato e lixo. “Uma vergonha!”, disse uma mulher sobre sujeira e falta de segurança para chegar ao centro de Ibiúna.”

Apesar da insistência com pelo menos cinco notícias publicadas, o prefeito da época, Fábio Bello, não tomou nenhuma providência.

Ontem (29), pela manhã, havia um carro de Perícia Técnica da Polícia Civil de Sorocaba nesse mesmo trecho. Os peritos estavam reconstituindo a cena do atropelamento cujas vítimas tiveram lesões corporais.

Hoje o repórter de vitrine online percorreu aquele trecho e constatou o óbvio: o que era ruim ficou ainda pior. Isto porque o atual governo municipal iniciou a construção da calçada, mas a obra foi paralisada mal começou, segundo informações por falta de pagamento. A qualidade do serviço abandonado é péssima e é evidente que o cimento utilizado está se esfarelando.

PRAZO VENCENDO

A situação é preocupante. A placa relativa à obra, assinada pela Caixa Econômica Federal e Ministério das Cidades aponta o valor da execução em R$ 523.575 diz que o prazo para sua conclusão é dia 26 de junho próximo, ou seja, o prazo contratual está vencendo e a obra mal foi iniciada, um ano depois.

Trata-se, pela descrição, de pavimentação, recapeamento, calçada, drenagem e sinalização viária da estrada municipal Antônio Rodrigues Pinto, mais conhecida como Estrada Municipal da Cachoeira, bem próxima do centro de Ibiúna.

No dia 11 de agosto de 2017, o prefeito João Mello, em companhia do vice-prefeito Valdemar Cardoso e do então secretário de Obras, César Petrucelli, estiveram vistoriando o local. O prefeito declarou:

“Recebemos a emenda do deputado federal Herculano Passos, os recursos já estão depositados na Caixa Econômica, o projeto já está concluído, a licitação será iniciada em 15 ou 20 dias e as obras terão início daqui a dois meses.”

Mello assinalou que em vez de apenas 400 metros de calçamento na área mais crítica e insegura para os transeuntes anunciados pelo prefeito anterior, mas não realizados, agora a área abrangida será mais extensa [840 metros], indo da ponte de acesso, próxima à rotatória da avenida Antonio Falci, até a bifurcação de acesso para Mairinque. Além da calçada também será feito recapeamento em todo esse trecho.

“Vamos fazer recapeamento total calçada larga para que as pessoas possam transitar com segurança. Hoje é um perigo muito grande nesse trecho é curva praticamente não tem calçada as pessoas tem que andar na estrada”, afirmou.

“UMA PORCARIA”

“Uma porcaria”, assim se expressou hoje (30) uma moradora do “Minha Casa, Minha Vida”, ao avaliar a situação em que se encontra aquele trecho abandonado pela construtora. As guias e sarjetas foram construídas por uma máquina que aplica ao mesmo tempo o cimento. O serviço foi tão rápido quando malfeito. O material utilizado já está se deteriorando obviamente.

Os pedestres que obrigatoriamente tem que passar por ali em direção à cidade ou de volta para casa agora tem três opções, todas perigosas, sobretudo para idosos, crianças, cadeirantes, gestantes, mães com carrinhos de bebê: ou andam na beira da estrada, ou andam pisando a guia, torta por sinal, se equilibram na sarjeta, ou sobre os montes de terra, que viram lama quando chove.

O risco de atropelamento ou de colisão de veículos aumentou devido ao fato das irregularidades e buracos na pista, num ponto em que há curva, parece que um anjo da guarda tem que fazer plantão dia e noite.

Quando a mesma empresa instalou tubos para águas pluviais, na altura da bifurcação da estrada para Mairinque, perfurou a rede de água da Sabesp que teve que enviar uma equipe para fazer o raparo. Nesse mesmo ponto permanecem buracos que obrigam os motoristas a fazerem perigosos malabarismos para se desvencilhar deles.

Como se não bastasse isso, hoje mesmo em frente às Casinhas, como ficou conhecido o residencial “Minha Casa, Minha Vida” o lixo estava transbordando para a rua e já se via grande quantidade também do outro lado da rua. Uma cena que é observada pelas pessoas que vão e vêm de Sorocaba, aos que procuram a represa e o resort localizada no fim da estrada, além de constituir um risco para a saúde pública.

ALÔ, PREFEITURA!

Vitrine online espera dessa forma estar traduzindo o sentimento da população da localidade, ao mesmo tempo que apela para a Prefeitura agir no sentido de resolver um problema que aflige os cidadãos há muito tempo. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

 

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