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IBIÚNA – SECRETÁRIO DA SAÚDE DIZ EM NOTA QUE ATENDIMENTO NO HOSPITAL “ESTÁ NORMAL”; MAS SEM GINECOLOGISTA

Vitrine online publicou ontem (30), com base em informações colhidas com o diretor da Dro Lab Serviços de Saúde, que os médicos contratados por sua empresa iriam paralisar suas atividades no Hospital Municipal de Ibiúna, a partir das 19 horas, por atrasos de pagamento [leia a notícia]

Por volta das 20 horas, o repórter da revista foi verificar a situação concreta no próprio Hospital. O secretário da Saúde, Samuel Rodrigues da Silva e a diretora Cristiane Cação estavam reunidos com Jurídico da Prefeitura.

Após o término da reunião, por volta das 21 horas, o secretário atendeu vitrine online, entregou uma nota de esclarecimento e permitiu que fosse constatar a presença de médicos em atendimento [leia abaixo].

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Eis, na forma como foi escrita e na íntegra, a Nota de Esclarecimento assinada pelo secretário da Saúde:

“A Secretaria Municipal de Saúde, vem respeitosamente, informar os munícipes que dependem do Serviço SUS, ofertado nesta Instituição, que estamos com atendimento médico no Pronto Socorro Adulto e Infantil com seus atendimentos normais, assim como o setor de Clínica médica (internação).

Ressalvamos ainda que a Secretaria de Saúde, já está tomando providencias para quaisquer intercorrências sem ocasionar transtorno e falta de atendimento médico a população. No caso de não providencias da empresa CONTRATADA, a Diretoria Hospital com a Secretaria da Saúde, já pactuou com o município de Votorantim a qual receberá nossas gestantes, as portas da Casa da Gestante permanece aberta, para os primeiros atendimentos e já encaminhadas com transporte (ambulância), para o município de Votorantim até manifestação e regularização por parte da CONTRATADA.

Não recebemos nenhuma NOTIFICAÇÃO, por parte do Sindicato dos trabalhadores a qual os represente, no entanto não há nenhum paralização formalizada, diz o Sr. Secretário dessaúde, Samuel Rodrigues da Silva e a Diretora Hospitalar Cristiane Cação.”

O QUE CONSTATAMOS

No momento em que percorri o Hospital, acompanhado por duas funcionárias, constatei que havia um médico atendendo no Pronto Socorro Adulto [a espera de pacientes na recepção era pouco mais que 40 pessoas] a outra médica havia ido jantar, mas retornaria em seguida para dar atendimento. Apesar da demora no atendimento, o ambiente se mostrava tranquilo.

Um dos médicos no plantão era concursado, e portanto não fazia parte da Dro Lab, a médica, sim.

No Pronto Socorro Infantil havia um clínico geral no atendimento, mas hão havia ginecologista na Casa da Gestante que, segundo apuramos agora há pouco, não deverá retornar ao trabalho enquanto não receber pagamento. Aparentemente, esse fato explica o motivo por que o secretário fez um acordo de atendimento das gestantes na iminência de parto com o município de Votorantim.

NA SEGUNDA-FEIRA

Na manhã da próxima segunda-feira (2) os celetistas que prestam serviços no hospital através da Dro Lab  – enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos – participarão de uma convenção de emergência com a direção do Sindicado da categoria, momento em que poderá ser decidida ou não uma greve.

Três vereadores da base não aliada ao prefeito marcaram reunião com o diretor da Dro Lab, também nesta segunda-feira, para tomarem conhecimento da situação real tanto sobre a dívida da Prefeitura com a empresa, assim como sobre os atrasos de pagamento.

Num requerimento encaminhado por uma vereadora para obter informações sobre o mesmo assunto, a Prefeitura respondeu que os pagamentos estavam em dia. Na realidade, a Prefeitura fez um acordo com a Dro Lab, no montante superior a R$ 9 milhões, em dezenove parcelas, duas das quais já foram pagas.

Anteriormente, segundo o diretor da Dro Lab, foram feitos dois acordos de parcelamentos, “que não foram cumpridos”.

PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Vitrine online recebeu pelo whatSapp queixas de prestadores de serviço de enfermagem. Alguns disseram que “já nem temos dinheiro para a condução”; outros, que já não têm condição de comprar alimentos. Ele estão sem receber cestas básicas há dois meses.

Ainda ontem à noite três faxineiras não compareceram ao trabalho. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

 

 

 

 

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