IBIÚNA – TERMINAL RODOVIÁRIO ENVERGONHA A CIDADE

Obra do então prefeito Zezito Falci, o Terminal Rodoviário de Ibiúna foi inaugurado no dia 24 de março de 1987, portanto, há 32 anos. A solenidade, com justificado orgulho realizador, contou com a presença do secretário dos Transportes do Estado, José Serra.

Na época, o lugar era um tanto ermo e a população, assim como a movimentação de ônibus, eram incomparavelmente menores do que hoje no município que conta com certa de 78 mil habitantes.

Passadas mais de três décadas e esquecida por diversas gestões municipais se encontra numa situação lastimável. Sua cobertura de telhas de amianto já deveria ter sido substituída há anos, assim como deveria passar por uma total reforma e modernização.

Dez entre dez usuários, incluindo turistas, reprovam seu estado atual em precárias condições de uso: paredes descascadas de tinta, chãos e bancos encardidos, banheiros repelentes e fedidos, povoado de pombos e cães que reviram lixo.

Um péssimo cartão de visitas a olhos vistos.

E um serviço de transporte público inconcebível, prestados pelas famigeradas LPC e Viação Veloz, atualmente substituídas pela Viação Raposo Tavares, do grupo Danúbio Azul, que ganhou a licitação para operar pelos próximos dez anos e mais dez anos, segundo previsto no contrato firmado em julho.

A situação do Terminal ofende a dignidade humana com tamanha feiura estética e vergonhosa.

Na noite da última terça-feira (24), vitrine online fez um breve ensaio fotográfico com celular de suas instalações e percebeu que o ambiente é pesado, triste e desolador. Causa má impressão. (Carlos Rossini é editor de vitrine online).

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *