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IBIÚNA – NUMA VIRADA SURPREENDENTE, OPOSIÇÃO ELEGE MAIORIA PARA A MESA DA CÂMARA EM 2020

De repente, o inesperado aconteceu, na eleição da Mesa da Câmara Municipal de Ibiúna para a gestão do ano 2020. Nada menos do que quatro vereadores da oposição foram eleitos, embora a presidência tenha ficado com um parlamentar situacionista.

A chapa composta por cinco vereadores situacionistas perdeu, e junto com ela, o atual prefeito sofre uma derrota política considerável no Legislativo.

Paulinho Dias de Moraes (PR), vereador mais votado nas últimas eleições, que havia sido preterido e esperava comandar o Legislativo este ano, foi, finalmente, guindado ao cargo de futuro presidente da Casa, numa composição considerada razoável. Rodrigo de Lima (PRP), está pela segunda vez no comando da Câmara.

A chapa vencedora está assim integrada: Paulinho Dias de Moraes (PR), presidente: Charles Guimarães (PSL), o mais ferrenho opositor ao atual prefeito, ficou com a 1ª vice-presidência; Armelino Moreira Jr. (PSB), 2ª vice-presidência; Antonio Reginaldo Firmino (PP), 1º secretário; Abel Rodrigues de Camargo (SDD), que votou contra a autorização de obtenção de dois empréstimos no montante de R$ 18,6 milhões, 2º secretário. Ele já presidiu a Câmara, foi da bancada aliada, se distanciou chefe do Executivo.

A chapa derrotada, representante da base aliada, era constituída pelos vereadores Ismael Pereira (MDB); candidato à presidência; Rodrigo de Lima (PRP), 1º vice-presidente; Jair Marmelo (PCdoB), 2º vice-presidente; Devanil Cândido de Andrade (MDB), 1º secretário; Claudinei Gabriel Machado (PSC).

Conheça os votos recebidos pelos candidatos de ambas as chapas: Ismael (5), Rodrigo (7), Jair (7), Devanil (7), Claudinei (7), Paulinho (10), Guimarães (8), Lino Jr. (8), Firmino (8), Abel (8).

SIGNIFICADOS DA ELEIÇÃO

A partir do próximo ano, o curso das atividades no Legislativo ibiunense poderá ter novos contornos que dependerão muito das ações de Paulinho Dias, já que na atual legislatura, apesar das polêmicas, o prefeito contou com apoio quase integral em relação aos seus projetos e intenções.

Mas se estabeleceu, no mínimo, um avanço da oposição que teve seu valor reconhecido, sobretudo por contar com minoria espremida por dez integrantes da base aliada e cinco oposicionistas, que, estimulados pela conquista, se sentirão com mais força para desempenhar uma atuação mais influente.

É preciso considerar que no dia 4 de outubro, daqui a menos de onze meses, haverá eleição para prefeito, vice-prefeito e quinze vereadores e esse fato pode ser um fator decisivo, já que os vereadores esperam ser reeleitos, assim como o prefeito.

São circunstâncias ponderáveis, considerando que larga parcela a população, pelo menos na aparência, mostra-se cada vez mais insatisfeita com a atuação dos políticos em cargos públicos e parece disposta dar uma resposta de sua vontade nas urnas. Caso contrário, poderá amargar mais quatro anos de mesmice e mediocridade ou mesmo incompetência no que se relaciona a atender às necessidades do sofrido povo ibiunense. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

 

 

 

 

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