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ELEIÇÕES 2020 – AS PESSOAS APARENTAM SENTIR NÁUSEA DE “ENGOLIR SAPOS”

Se você estiver arrependido pelo voto que botou nas últimas eleições e, mais ainda, estiver se sentindo culpado com o andar da carruagem que se observou nos últimos anos, relaxe e sinta alegria, afinal resistiu bravamente aos fatos e seus dissabores.

Se conseguiu engolir tantos “sapos” pelas contrariedades e discordância com o que viu fazerem com seu voto, veja o lado bom de sua resistência. No dia 15 de novembro, portanto daqui a trinta e quatro dias, você poderá usar o seu poder por meio do voto.

Se, como a maioria da população, você depositou um voto de confiança e de esperança e sente que tudo isso foi em vão, agora chegará a sua vez de expressar a sua vontade, com liberdade.

Nossos políticos ainda precisam aprender muito sobre política e sua função na história da humanidade. Desde suas origens helênicas, a política, ou a organização da cidade, foi uma invenção democrática, isto é, a favor do povo e seu objetivo primeiro, ético e moral, foi promover o bem-estar e a felicidade do povo. Esta é a faceta mais nobre disso que se chama política democrática.

Mas, não é o que se vê em nossa cultura tupiniquim fragmentada pela corrupção, pela falta de ética, pelas negociatas, pelo jogo sujo orquestrado nos bastidores da politicagem. Isso faz parte, infelizmente, de nossa cultura, mas não quer dizer que será assim eternamente.

É bom lembrar que o enraizado assistencialismo é o principal cabo eleitoral das campanhas e ele existe pela incompetência ou má-fé, ou irresponsabilidade, dos seus atores em cargos nos poderes legislativo e executivo, que cria um ambiente que torna aquilo que é obrigação das autoridades consituídas em diversas formas de “favores”.

Por toda a parte se vê, depois de percorridos longos quatro anos de inação e desprezo pelos direitos dos cidadãos, exibição de obras de última hora e serviços levados em banho maria durante todo o tempo, sem, no entanto, receber o selo de garantia de qualidade. É o que as pessoas mais atentas chamam de “obras eleitoreiras”, nem sempre eficazes em seduzir os eleitores.

Se você, neste exato momento, sair às ruas e perguntar aos cidadãos o que eles sentem de política, vai descobrir um grau de insatisfação gigantesco, uma descrença avassaladora, resta saber como esses sentimentos se transformarão em votos com expressa manifestação de desejo de mudar, na realidade qualquer mudança, para que aconteça algo diferente, mesmo que as alternativas possam não parecer as ideais. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

 

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