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EDITORIAL – SEM UM PLANO CLARO É DIFÍCIL AVALIAR A SEGUNDA EDIÇÃO DO GOVERNO EDUARDO ANSELMO

Neste exato momento o atual governo de Ibiúna decide dentro de um contexto de excepcionalidade, isto é, sob a proteção de um decreto que estabeleceu um “estado de emergência” no município. Graças a ele foi possível pagar um mês de salário aos funcionários do Hospital Municipal (Ibis) e rescindir o contrato com a Viação Raposo Tavares, que operou na cidade por um mês e vinte dias, de forma “amigável”.

Dito de outra forma tanto o governo anterior quanto o atual estão marcados por uma atuação espasmódica, muito distante do que seria o desejável, agir mesmo que fosse por um plano mínimo que pudesse ser compreendido pela sociedade. Outros espasmos estão no meio do caminho, como as pedras do poeta: a Ciclovia, o Terminal Rodoviário e a Delegacia de Política, três ícones herdados da medíocre administração Coiti Muramatsu.

Agora que Eduardo Anselmo está com sua equipe de governo a postos, com dois ou três nomes novos, parece ser o momento oportuno para lembrar exatamente isso: que plano está pautando ou pautará as atividades da gestão pública municipal.

Em forma de pergunta: qual a visão desse governo sobre a forma como vai governar, quais suas prioridades, qual o grau de transparência se pode esperar dos seus atos, o que, enfim, o professor aprendeu, como informou em sua primeira entrevista coletiva ainda em dezembro, que resultará mudanças positivas para a população?

Tenho a obrigação de informar os leitores da vitrine online que durante a coletiva, Eduardo Anselmo pediu desculpas a este jornalista, num episódio ocorrido na calçada em frente em que ele assim qualificou: “Agi com o senhor como se fosse um animal, peço desculpas; mas que hora o senhor foi aparecer…” [A hora de fato era ruim, pois se acabava de saber que Fábio Bello estava a um passo de assumir a prefeitura.] E o jornalista só queria conhecer o sentimento do prefeito, nada além disso. Sua atitude sugeriu falta de equilíbrio emocional incompatível com sua função pública.

O prefeito mesmo resolveu pôr um ponto final nessa história, com um fato já passado. Fica aqui o registro necessário principalmente para as pessoas fundamentalistas que constituem a coorte do prefeito: a postura manifesta de viva voz pelo seu líder e não mais julguem os outros com tanta leviandade.

Isto posto – e considerando esse comportamento também uma forma espasmódica de ser no mundo – reitera-se aqui que o novo governo saiba receber críticas como uma forma saudável, democrática e necessária para que o governo cumpra bem suas responsabilidades. Não são apenas os vereadores que representam a população, também os jornalistas têm essa missão e é o que a revista pretende fazer desde já neste ano que se inicia.

 

Carlos Rossini é jornalista
e editor da vitrine online

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