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SE A NATUREZA É A REPRESENTAÇÃO DE DEUS POR QUE A DESTROEM IMPIEDOSAMENTE?

As ideias do filósofo irlandês George Berkeley, que viveu nos séculos 17 e 18, foram consideradas tão importantes para o mundo positivista ocidental que ele ganhou uma universidade norte-americana com seu nome: Universidade de Berkeley.

Então, esse cara que seria visto como um carola pelos pensadores esquerdistas [atualmente esse tipo de conversa anda muito esquecido], dizia que Deus se comunicava com os homens através da Natureza, já que não teria outra forma de fazê-lo.

Suponhamos, então, só por alguns instantes, que Berkeley esteja certo. Neste caso, a Natureza é a manifestação de Deus e o próprio Deus manifesto. Tanto os homens da filosofia quanto das ciências naturais, como Albert Einstein, vivem procurando Deus exatamente investigando os segredos da Natureza, na Terra e no cosmos. E essa continua uma questão em aberto e a notícia mais recente dizia respeito de partículas “imateriais”, que logo foram batizadas de “partículas de Deus”.

Se, portanto, for aceito como fato mais que subjetivo ser a Natureza o próprio Deus manifesto, o que estão os homens fazendo com o mundo. Estamos todos destruindo a criação divina com a sujeira e os dejetos que produzimos que estão acabando com os mares, com o ar, com a terra? E não há escapatória não, todos estamos “pecando” contra Deus, desde o momento em que jogamos uma lata vazia na rua ou estrada, no mato, nas praias, bitucas de cigarros, embalagens; enfim, todo o lixo que a humanidade produz. Na China e na Cidade do México a poluição do ar é simplesmente assustadora. Não nos esqueçamos de que tudo que está sendo consumido no planeta é made in China. Nos invernos paulistanos as chamadas inversões térmicas enchem os consultórios médicos e as salas de inalação. Não é pouco.

Será então [há cientistas modernos acreditam que se trata de ocorrências naturais simplesmente] que os terremotos, os ciclones, as tempestades, os tsunamis seriam demonstração de que estamos diante de uma ira divina? É bom saber, nua e cruamente, “a Natureza não tem nenhum plano para a humanidade”. Como lidar com esse paradoxo? O egoísmo tem cegado mesmo os homens que se acham os tais e até se sentem abonados biblicamente, quanto a serem donos e dominadores da Natureza, enquanto o planeta vai se destruindo. Já fez um sobrevoo sobre a cidade de São Paulo? É assustador ver o que os homens são capazes em sua inconsequente visão do progresso, ambição e desordenamento do espaço. Construções miseráveis sobem até as encostas dos morros onde milagrosamente ficam espetadas, córregos poluídos. O temporal ocorrido no município de Osasco na quarta-feira à tarde é um exemplo palmar da fragilidade da condição das pessoas que são atingidas nas suas casas e nas ruas. O transbordamento do Córrego do Bussocaba alagou uma parte da região central da cidade que ficou intransitável, além de ter engolido alguns automóveis.

É oportuno lembrar a tendência humana de primeiro fazer a caca e depois querer consertar, prometendo corrigir, punir os culpados, tudo bobagem para consumo da imprensa.

Ibiúna ainda pode despertar e evitar que esse processo contínuo de destruição da Natureza a destrua também com o passar do tempo. Já coleciona mais de duzentos loteamentos clandestinos [leia-se destruição criminosa e ilegal de matas nativas] e um crime de maior proporção que foi o desmatamento de uma área de mais de 130.000 m2 de mata nativa, na altura do km 67 da Rodovia Bunjiro Nakao, e que esta revista está sempre lembrando e acompanhando de perto as providências por parte das autoridades competentes.

Voltando a Berkeley, se ele estiver certo, até quando vamos continuar destruindo aquilo, que segundo o autor, é o próprio Deus manifesto em forma da fascinante Natureza que nos acolhe, nos alimenta, nos dá morada. É verdade que a Terra é uma pequenina esfera que circula em torno do Sol flutuando no espaço e todos fazemos parte dessa espetacular aventura, passageiros de uma nave viva. (C.R)

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