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PROTAGONISTA DE UMA HISTÓRIA QUE COMOVEU O MUNDO, MALALA RECEBE O “PRÊMIO NOBEL DA PAZ”

Ela é mulher, tem dezessete anos e podia ter nascido no Verava, no Paruru ou no Salto da Vargem, em Ibiúna, porque, em essência, a vida feminina é universal. Mas nasceu no Paquistão onde as mulheres sofrem terríveis imposições das rígidas leis islâmicas. No dia 9 de outubro de 2012, por defender a educação escolar de mulheres, Malala Yousafzai foi baleada na cabeça por um agente do Taliban e entrou em coma, mas sobreviveu e hoje vive na Inglaterra. Ontem, 9 de outubro, foi proclamada ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2014, um fato marcante para toda a humanidade.

O prêmio foi dividido com um indiano de sessenta anos, Kallash Satyarthi, que, desde 2009, atua contra a exploração do trabalho infantil em todo o mundo, e será entregue em cerimônia no dia 10 de dezembro, data da morte do seu criador Alfred Nobel, em Oslo, na Noruega. Este ano o número de nominados para receber o prêmio foi recorde [278], desde que foi instituído em 1901.

Kallash dedicou o prêmio às crianças de todo o mundo que “vivem sob escravidão, em trabalhos forçados e do tráfico”.

O caso de Malala comoveu o mundo. Ela era ativista e se tornara um símbolo da luta contra o Taliban, organização islâmica radical que domina áreas tribais no noroeste do Paquistão, e por isso se tornou alvo da violência fundamentalista. Homens armados invadiram o ônibus escolar e atiraram em Malala, que foi submetida a várias cirurgias e se recuperou de modo surpreendente.

Em 2013, na ONU, Malala afirmou: “Os terroristas pensavam que mudariam nossos objetivos e parariam nossas ambições, mas nada mudou na minha vida a não ser isto: a fraqueza, o medo e a desesperança morreram. A força, o poder e a coragem nasceram.”

Lugar de criança

Ao anunciar as premiações, o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Thorbjoem Jagland, enfatizou: “As crianças devem frequentar a escola e não ser exploradas financeiramente.”

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