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DEBATE NA TV RECORD – DILMA E AÉCIO INTERPRETAM A MESMA PEÇA, COM PEQUENAS VARIAÇÕES DE ESTILO

A sete dias das eleições, o debate realizado na noite deste domingo (19) na TV Record entre Dilma Roussef (PT) e Aécio Neves (PSDB) mantém o cenário de uma disputa acirrada, que poderá ser melhor sinalizada pela divulgação de novas pesquisas a qualquer momento. Do confronto em si, e esse termo é cabível pelo fato de haver forte concentração de ataques diretos entre os candidatos, desta vez mais frequentes e acentuados por parte da candidata petista. Aécio, orientado por seus assessores, procurou evitar sorrisos irônicos, que podiam transparecer ostentatórios. Dilma, terá recebido, da mesma forma, orientação para evitar os esgares que lhe acentuam as marcas de expressão e parecem mesmo desfigurar-lhe o rosto com semblante que pode ser interpretado como impaciência autoritária. De fato, Dilma parece ter se lembrado e feito menos caretas, assim como Aécio se comportou com mais contenção e elegância. Restará saber, no dia 26, quem foi mais convincente do ponto de vista dos eleitores.

Os temas abordados no debate foram recorrentes, como se os dois atores em cena estivessem interpretando a mesma peça teatral, com a liberdade de mudar palavras e gestos.Outras características marcantes entre as diferentes posturas que se evidenciaram foi o apego de Dilma aos números de sua cartilha, fato que foi aproveitado por Aécio para humanizar a visão política, por exemplo na área da educação. Em vez de se fixar nos números do Pronatec, com intenção de mostrar grandezas, o candidato tucano enveredou para a simplicidade, focalizando a importância de se consolidar uma oferta organizada de creches em todo o Brasil e melhorar todo o sistema de ensino no Brasil, “mal colocado nos rankings de qualidade de ensino internacionais”.

A questão da corrupção na Petrobrás, continuou sendo a pedra no sapato de Dilma, que, mais uma vez, procurou empurrar Aécio para questões mineiras, como gastos na construção das instalações administrativas do governo mineiro, enquanto Aécio apontou as perdas da Petrobrás, com a queda do valor de suas ações e com o escândalo em que houve desvios de milhões de reais delatadas pelo protagonista da irregularidade, Paulo Roberto, hoje em prisão domiciliar. O candidato tucano  se comprometeu a cuidar da Petrobras como empresa que expressa o “orgulho nacional”.

Em relação ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, que segundo, Dilma, seriam desvalorizados em suas funções, evocando o nome de Armínio Fraga, apontado como futuro ministro da Fazenda de Aécio, este rebateu enfatizando que, em seu governo, tanto o Banco do Brasil, quanto a Caixa Econômica e o BNDEs não serão utilizados como instrumentos políticos-partidários. E aproveitou para mandar mensagens de solidariedade aos funcionários dessas instituições, sobretudo do BB e da Caixa, que “estariam vivendo sob pressão e terrorismo” pelo governo petista.

Dilma rechaçou os argumentos do seu adversário e procurou fixar uma situação favorável em praticamente todos os setores relevantes ao governo petista que está no Poder Executivo federal há doze anos, enaltecendo aquilo que denominou de conquistas históricas, todas questionadas por Aécio Neves, que apontou “a falta de uma política nacional de combate às drogas e à violência,  violência que é responsável por 56 mil mortes por ano no Brasil e, sobretudo, o descontrole da gestão pública” que provocou vultosos prejuízos ao País, em que se incluem o mensalão, a operação Lava Jato, o grande rombo financeiro na Petrobrás em operações para financiar um sistema de apoio político ao governo. (C.R.)

 

 

 

 

 

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