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OPINIÃO – É PRECISO CONSTRUIR UM NOVO FUTURO POLÍTICO PARA IBIÚNA

Observada a partir de fatos reais e objetivos a situação político-administrativa do município de Ibiúna [e nem estamos nos referindo aos atuais personagens que ocupam o Paço Municipal, e sim tentando enxergar um panorama de um ponto de vista mais amplo] parece estar seguindo um destino sem pé nem cabeça. A rigor, nenhuma matriz lógica mesmo simples pode ser de grande valia para dar uma ideia de ordenamento das coisas exatamente pelas próprias características da desordem presente. Na metade de um mandato de quatro anos, restam dois para que algo aconteça e providencialmente seja capaz manifestar algum alento de esperança. É preciso começar a construir um novo futuro político para Ibiúna.

Hoje é difícil apostar nessa possibilidade, já que exigiria talvez uma capacidade genial e criativa, junto como uma imensa competência para contar com a compreensão e o apoio popular. Como isso seria possível se há um crônico fosso separando a população dos gestores públicos?

As analises que ao menos poderiam explicar porque estamos na situação que estamos  precisam voltar no tempo, ultrapassar mesmo uma década, porque há um fio condutor de interesses, vícios de procedimentos e decisões que repetem como se estivesse submetidas a um processo repetitivo, que não consegue disfarçar o divórcio entre o que aparenta ser e o que é de fato.

Tradução: os homens públicos, as chamadas autoridades, têm interesses particulares que os tornam doublés de si mesmos e os posicionam em posição de conflito que os conduzem inexoravelmente para a transgressão da ética. É sedutor demais o manejo de milhões de reais. É como o efeito do olhar de vampiro de um pescoço cinematográfico de mulher. Esse quadro é generalizado no País nos governos federal, estadual e em milhares de municípios brasileiros.

A situação atual em nosso plano de realidade, ou seja, o município de Ibiúna, chega a ser vergonhosa em falta de sentido, clareza e de mínima lógica. Por isso mesmo, é preciso que miremos o que vem pela frente: em 2015 começam as movimentações prevendo as eleições para prefeito, vice e vereadores em 2016.

Ou seja: já que o presente está decepcionante, que tal imaginarmos e tentarmos desenhar um futuro diferente? E as perguntas se apresentam como água de uma fonte: nada do que aconteceu servirá para a inserção de mudanças na cultura política local? Pessoas boas, competentes e idôneas se apresentarão para cargos eletivos com esse propósito de melhorar e consertar o que está errado? Ou haverá o ignominioso repeteco de ofertar dinheiro, pedra, cal, cimento, dentadura, promessa de emprego…a muitos eleitores necessitados? Ainda vão disputar o poder pensando em “governar” para si ou em prol da população?

Quantos políticos continuarão explorando a simplicidade das pessoas, olhando-as como massas de manobra e sedução com mentiras corriqueiras e promessas vãs? Até que ponto as notícias sobre escândalos e mais escândalos envolvendo sobretudo dinheiro público poderá ensinar que está ficando cada vez mais difícil burlar os mecanismos de flagras. Já perceberam que a malícia popular cresceu exponencialmente, tal o descrédito popular dos políticos? Ainda não se tocaram que até mesmos jovens já estão alertas em relação às manhas?

Então, é preciso, e urgente, que surja uma nova geração de políticos em Ibiúna, formada por pessoas que possam formar compromissos públicos transparentes e cumpri-los para o bem-estar e a felicidade de nossa querida cidade. Se isso simplesmente não começar a acontecer, o ciclo vicioso continuará a nos dar uma rasteira atrás da outra, como se gostássemos de continuar a sermos iludidos. É preciso enxergar um futuro para Ibiúna e essa tarefa cabe a cada um e a todos os munícipes que esperam algo diferente do que tem sido. Como já foi dito em outro lugar, sonho sem ação não costuma se realizar. (C.R.)

 

 

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