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METEMPSICOSE – ESSE LINDO CASAL DE MACAQUINHOS PODE TER SE CONHECIDO NO CINEMA EM OUTRA VIDA

Nosso espírito, após a morte de seu antigo corpo, retorna sucessivamente à vida, podendo assumir outra estrutura viva, seja esta animal, vegetal ou mineral. Se você acredita nisso fique sabendo que esse movimento cíclico de renascimentos chama-se metempsicose que, numa tradução etimológica livre, significa mais ou menos o seguinte: ‘ meta = ir além, mudar; psico = alma, espírito, animar’, ou seja – espírito que muda para outro ‘corpo’.

Isso é o que se chama de transmigração. Mas é bom ressalvar a existência de crenças que garantem que vamos para o céu [até os políticos?], quando morremos, ou nossos espíritos são transportados para um lugar longínquo. Muuuinto longe da terra. A mudança de um espírito para outro corpo humano pode ser denominada de metensomatose ou reencarnação.

Dito isto, agora vamos ao que interessa. Imagine que, como diziam os antigos, esse mundo em que vivemos é um “vale de lágrimas”, isto é, um lugar de sofrimento em que a verdadeira e sonhada felicidade sempre é impedida ou estorvada pelas mais diversas formas de maldades (inveja, ciúme, cobiça, ódio, rancor, etc.) e até mesmo pelo término do nosso prazo de validade ou pelas surpresas que tolhem a vida “antes da hora”.

Já repararam que nos romances, assim como nas novelas, o que existe é invariavelmente mais conflito do que paz, mais um querendo prejudicar e tomar o que é do outro do que doar. Comportamentos altruístas são para pessoas que já estão santificadas. E isso nada tem de novo. É uma história tão antiga quanto a presença do homem na terra. A menos que se coloque uma lente cor-de-rosa diante dos olhos, as cores da realidade são muitas vezes dramáticas.

Bem. Ainda não que chegamos ao ponto. Imagine uma grande história de amor, como a do antigo filme Love history ou Ghost, se preferir. Neste caso, lembram-se como o espírito do personagem ferido a bala [coisa raríssima nas cidades, não é mesmo?] por um assaltante se separa do corpo, sugado por um clarão de luz intensa?

Reencarnado no corpo de um macaquinho feliz, coincidentemente pela força  numinosa do amor, reencontra sua antiga paixão numa graciosa macaquinha. Eles se “reencontram”, por “milagre” numa floresta que mais se parece com o paraíso. Olham-se no olhos e se reconhecem. Abraçam-se e se beijam docemente. E conseguem dizer, um para o outro, na linguagem dos macacos: “Será que, enfim, nesse refúgio afastado da civilização poderemos viver sossegados, sem essas lerdas subproduzidas pelo capitalismo selvagem, como ladrões, assaltantes, impostos e petrobrasis e curtir a paz?” E celebram o reencontro com um delicado selinho, agora em liberdade plena e sem ligar para o que os outros vão dizer. (C.R.)

 

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