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QUEM TEM MEDO DE BORBOLETAS?

É vasta a lista das fobias humanas. Uma delas é o medo de borboletas [metofobia]. Uma estudante postou mensagem na internet: “Sei que pode parecer frescura, mas não é”, escreveu ela, explicando o que sente, com o propósito de obter compreensão dos seus colegas e evitar ser vítima de bullying em decorrência de sua fobia. Entre pessoas famosas, a atriz Nicole Kidman é uma metofóbica confessa. A borboleta tem um simbolismo tão variado que ultrapassa civilizações até chegar aos tempos atuais.

Na Grécia antiga a palavra psique tinha dois significados: de alma e de borboleta, este último termo simbolizando o espírito mortal. É razoável pensar que os pensamentos “borboleteiam”, voam para lá e para cá, dançam, desaparecem, em nossa alma. Pelo menos do ponto de vista da psicologia poderia aí haver duas razões para encarar a borboleta como um “lembrador” da nossa frágil condição existencial. A psicanálise moderna vê na borboleta um símbolo do renascimento.

O processo de sua gênese – ovo, larva, pupa e imago [ser adulto] – a situam como símbolo da transformação, da felicidade, da beleza, da inconstância [não são assim nossos pensamentos?], da efeméride da natureza e da renovação.

Na região da China e do Vietnã a borboleta simboliza longevidade e, no Japão, representa a figura feminina, por sua ligeireza, gentileza e graciosidade, e é evocada nos casamentos como emblema da felicidade do casal.

Entre os astecas e os maias, povos antigos que viviam no México, a borboleta tinha uma representação positiva, mas, outra, talvez um pouco assustadora. A borboleta obsidiana simbolizava a alma ou o último sopro de alguém que estava morrendo.

Os seus três estágios – lagarta, crisálida, borboleta – lembra a metamorfose cristã da vida, morte e ressureição.

Do ponto de vista da natureza objetiva, a borboleta é apenas um animal que, em seu estado adulto, apresenta uma beleza inquestionável e coloridos em suas relações com as flores e seus voos que as tornam dançarinas como nossos pensamentos e sentimentos.

Nicole Kidman, sobre sua fobia de borboletas, disse: “É tão bizarro. Eu não tenho medo de cobras ou aranhas.” É assim, cada um tem seus medos, e nenhum deles deve ser alvo de chacota. E pensar que as borboletas existem na Terra há cerca de 50 milhões de anos…

Acabo de escrever isso, pois vi há poucos instantes um lindo conjunto de borboletas amarelas numa dança coletiva sobre miríades de flores cor-de-rosa de uma paineira que fica no meio do quintal. (C.R.)

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