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IMPRENSA OFICIAL DE IBIÚNA DIZ QUE A PREFEITURA FICOU FECHADA 7 ANOS E QUE REABRIU UMA ESCOLA: DUAS INVERDADES

A edição do “Imprensa Oficial” da Estância Turística de Ibiúna de 20 de junho [nº 523] comete duas inverdades sob a manchete de capa intitulada “Prefeitura reabre escola no bairro da Cachoeira”. Ambas as informações são inverídicas. Primeiro, a prefeitura não ficou fechada como dá a entender o texto, assim como não foi reaberta, porque no local indicado havia uma creche [construída pelo prefeito Fábio Bello há sete anos e que jamais funcionou].  Portanto, há uma terceira inverdade: como pode ser reaberto algo que nunca foi aberto?

Vitrine online insistiu na tese de que a comunicação não é levada a sério pela atual administração da cidade e tem fundamentadas razões para sustentá-la. Mesmo sem explicitá-las, no entanto, é preciso reproduzir literalmente a notícia, a fim de que o leitor compreenda o que está sendo observado. Eis, na íntegra, o texto publicado:

“Após sete anos fechada, a Prefeitura da Estância Turística de Ibiúna reabriu a E.M. [Escola Municipal] ‘Benedito Nunes de Oliveira’, localizada no bairro da Cachoeira. Na unidade escolar foi construído um pátio coberto, realizada a troca do telhado, troca do forro e do piso, executado o serviço de terraplanagem (sic) para a adequação do arredor da escola e feita a instalação de grades, muros e alambrados para fechamento do entorno do prédio. A escola já recebe crianças e está com matrículas abertas.”

Ok, pode-se considerar uma falha venial de escrita, mas reflete a falta de foco de transparência como objetivo por parte do Executivo em relação à opinião pública. É certo que se pode imaginar que a prefeitura não esteve fechada por tanto tempo, portanto. Porém, jamais existiu uma escola naquele local [mostrado em fotografia] e sim uma creche que, se repete, jamais foi aberta e, recentemente, foi reformada [aliás, numa velocidade raramente vista em uma obra pública], já tendo consumido recursos inutilmente há sete anos.

creche reformada

escola tradicional

Além desses fatos, a cerca de 400 metros de distância do que é agora chamada “escola” e não mais “creche” existe uma escola municipal, já tradicional no bairro da Cachoeira, a E.M. “Vereador José Muniz”. Esta unidade no governo Coiti Muramatsu recebeu uma reforma inacabada, com sala sem teto, portas e janelas.

A creche também recebeu uma reforma parcial, no governo Bello, mas nem assim chegou a funcionar. No bairro as pessoas não entendem porque, em vez de haver uma creche, abriu-se outra escola, tendo outra tão próxima. Nem mesmo professores entendem o porquê dessa medida.

Por fim, é preciso advertir que o prédio foi erguido na encosta de um barranco, com corte de uma parede em 90 graus. Ali se plantaram placas de grama, em vez de se instalar uma barreira de gabiões, como em geral se faz nesse caso para garantir melhor segurança contra deslizamentos. Fica aqui esse registro como sugestão às autoridades municipais, a fim de evitar problemas futuros.

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