Vitrine Online, a melhor informação !

“SENTI UMA VERGONHA COMO NUNCA, EM TODA A MINHA VIDA”

dona mariaEssa comovente frase foi dita à vitrine online hoje (29) à noite pela senhora Maria de Jesus Jorge Duarte, 64, aposentada, moradora em Ibiúna, ao recordar a forma ríspida e grosseira como foi tratada pelo funcionário que atende no setor do INSS, no saguão da Prefeitura Municipal, por volta das 9 horas da manhã de sexta-feira (28).

“Quando perguntei quando sairia a primeira parcela do 13º, ele já saiu da sala aos gritos, aos berros, bem alto, a ponto de chamar a atenção de todas as pessoas que estavam na prefeitura.”

“Esbravejando e gesticulando, gritou comigo, que não trabalhava pela manhã e que ia para São Roque, que é o governo que faz o pagamento e paga quando ele quiser e que não sabia de nada.” O funcionário também se negou a fornecer um extrato que ela lhe pedira.

Surpresa e chocada com a atitude do funcionário, dona Maria saiu chorando da prefeitura, sentindo grande mal-estar, pelo descaso e falta de educação como foi tratada. “Pensei que tinha cometido algum crime”, declarou, ao sentir-se extremamente humilhada. E ela, que tinha viajado doze quilômetros de ônibus desde o bairro onde mora, só queria ser informada [no lugar apropriado, o posto do INSS] sobre quando sairá a 1ª parcela do 13º, o que é dúvida de muitas pessoas, devido ao fato de o governo federal ter mudado um procedimento que vigorava havia nove anos [nesse período, sem interrupção, metade do 13º era paga em agosto, o que não aconteceu por falta de recursos em caixa, segundo alegou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy].

O insultante nada sabe sobre a vida dessa cidadã ibiunense. Por exemplo, que ela perdeu o marido e um filho, que sobrevive com o que recebe da aposentadoria, que três vezes por semana toma o ônibus para vir buscar pãezinhos no Serviço Social da Prefeitura [ao dizer isso mostrou sentir medo de que deixará de receber os pães, por falar sobre a ofensa que sofreu]. Mas, fez questão de elogiar a maneira carinhosa como é tratada pelos que trabalham nesse setor.

Na sexta-feira, saiu da prefeitura chorando e continuou chorando por todo o trajeto de volta para sua casa e, durante a entrevista, feita por telefone, sua voz estava embargada, triste, mostrando o tamanho do sofrimento que lhe foi imposto por alguém que deveria tratar as pessoas com respeito e consideração.

Entre o medo e se calar e a perplexidade com o acontecido, dona Maria resolveu tornar público o seu caso, para que as autoridades municipais tomem providências e o mesmo “não venha a acontecer com outras pessoas”.

 

Comentários