É HOJE A “REMADA PELA VIDA” – BOM-DIA IBIÚNA E REGIÃO SOROCABA!

Logo mais, neste domingo, 3 de outubro de 2021, a partir das 9 horas até às 16, haverá um grande manifesto contra a destruição da magnífica Itupararanga que fornece água para mais de 1 milhão de pessoas na região Sorocaba integrada por dezenas de cidades.

Às margens da represa, no Parque Ecológico, situado no km 8 da Estrada da Cachoeira, no bairro de mesmo nome, no município de Ibiúna, se juntarão pessoas para um passeio de standup e caiaque no que está restando das águas poluídas da Itupararanga, que seca a cada dia e está se aproximando do seu volume morto, quando seu nível é tão baixo que perde sua função de servir à vida.

Convite aberto a todos, “Remada pela vida de Itupararanga” é o mote escolhido pelos organizadores do evento.

Ainda que não se reúna ali uma multidão, o que será uma forma de chamar a atenção das autoridades para a dramática situação da Itupararanga, será grande por seu intento de despertar a consciência para os severos danos que estão sendo causados pelo continuado desrespeito à natureza: a queda de volume de suas águas acentua ainda mais a percepção de que milhares de toneladas de esgoto sem tratamento são despejadas diariamente em águas, sem contar com nutrientes e agrotóxicos utilizados nas atividades agrícolas.

A crise hídrica atinge sim outras regiões do Estado de São Paulo e do Brasil, mas nós ibiunenses e integrantes da região Sorocaba precisamos despertar para uma possibilidade real de falta de água, nosso segundo principal alimento depois do ar.

A ciência, abonada pelos manifestos da ONU, tem nos advertido sobre catástrofes naturais que nos cobrarão um alto preço, como já estão se apresentando. Não saltam aos olhos as tempestades de poeira, que já causam mortes no interior de São Paulo, em decorrência das terras áridas por falta de chuvas?

Hipnotizadas pela sobrevivência imediata por meio da rotina do trabalho diário, não veem as pessoas que os córregos, rios e as represas podem se tornar pântanos mal cheirosos? Não veem a Sabesp ou outras concessionárias de serviços públicos de águas e esgoto a mortandade de peixes ou sua contaminação por substâncias poluentes que liquidam o futuro do turismo em toda a região ou do necessário lazer limpo para a população?

Caramba! Nem mesmo uma campanha de educação do povo se verifica de modo efetivo para ao menos minimizar a contribuição da ignorância para a sujeira provocada por uma infinidade de resíduos lançados no solo e nas águas se verifica.

Vergonha é esse estado de coisas prosseguir no conjunto que abrange autoridades municipais, estaduais e federais que hasteiam as respectivas bandeiras na frente dos seus edifícios que ocultam a dura realidade dos fatos que revelam um aparentemente irreversível processo de destruição das matas e florestas, das águas, do solo dessa imensa pátria amada Brasil. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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